Exibido em: 26.03.2020
SOCORRO À SAÚDE

Senadores de MT querem taxação de grandes fortunas brasileiras

A medida está pronta para ser votada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Reprodução

DA REDAÇÃO

Os senadores de Mato Grosso se posicionam a favor do projeto que taxa as grandes fortunas brasileiras e destina recursos para a pasta da saúde, por dois anos.

A medida está pronta para ser votada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

As votações no Senado têm ocorrido de forma remota, não presencial, justamente como medida de prevenção ao coronavírus.

Ao Conexão Poder, a senadora Selma Arruda (Podemos) falou sobre a expectativa sobre o clima para aprovação da medida pelo Senado.

“Penso que se não conseguirmos aprovar agora, dificilmente o faremos depois”, comentou Selma que é sub-relatora da proposta na Comissão.

Já o senador Wellington Fagundes (PL) argumenta que a taxação é essencial para buscar recursos para essa atual crise na saúde pública.

“O momento é de sacrifícios e de cobrar daqueles que mais podem contribuir”, declarou.
De acordo com Fagundes, atualmente, a soma de toda a riqueza das famílias brasileiras é de cerca de R$ 16 trilhões. Desse valor, R$ 8 trilhões estão concentrados em apenas 1 % das famílias.

O Conexão Poder tentou contato com o senador Jayme Campos (DEM) sobre o posicionamento dele, mas não obtivemos resposta até a publicação deste material.

Projeto de Lei Complementar (PLP) 183/2019 cria o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) que incidirá sobre patrimônios líquidos superiores a R$ 22,8 milhões, com alíquotas que vão de 0,5% a 1%. Os recursos arrecadados serão direcionados para amenizar as consequências econômicas e orçamentárias geradas em virtude do combate à covid-19. A expectativa de arrecadação anual é de R$ 70 a 80 bilhões.

 Patrimônio

A proposta considera grande fortuna o patrimônio líquido que excede o valor de 12 mil vezes o limite mensal de isenção do Imposto de Renda. Neste ano, são considerados isentos os rendimentos mensais de pessoas físicas até R$ 1.903,98. Isso soma R$ 22,8 milhões.

Caso seja aprovada, a iniciativa vai resultar na injeção de uma soma bilionária nos cofres do governo.

*Com informações da Agência Senado