12.09.2019 | 11h:06
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TJ manda soltar mais quatro envolvidos em jogo do bicho

DA REDAÇÃO

MAJU SOUZA

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT) mandou soltar quatro réus da Operação Mantus, que investiga lavagem de dinheiro e jogo do bicho, em Mato Grosso. A decisão foi proferida na última quarta-feira (11), em sessão do Pleno.

O relator do processo, desembargador Rui Ramos votou favorável ao pedido de habeas corpus e foi acompanhado de forma unânime pelos colegas. Tiveram as prisões preventivas substituídas por medidas cautelares Alexandro Correia, Bruno Almeida dos Reis, Marcelo Conceição e Augusto Matias da Cruz.

Para Ramos, a liberdade dos réus não representa risco sistêmico à ordem pública.

Com as medidas estabelecidas, os acusados não podem se ausentar de sua residência no período noturno e nos finais de semana, devem prestar informações de suas atividades ao Juízo, são proibidos de deixar a Comarca sem autorização judicial, entre outros.

Apesar dos quatro terem antecedentes criminais, ao entendimento do relator, não são antecedentes que possam impedir a substituição de pena. 

Operação Mantus

A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), deflagrou a Operação Mantus para prender duas organizações criminosas, responsáveis por comandar o jogo do bicho no Estado, a Colibri e a Ello/FMC.

Os investigadores cumpriram 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.

As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em mais cinco cidades do interior de Mato Grosso. Um dos alvos foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, com apoio da Polícia Federal. 

As investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho no Estado de Mato Grosso, e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões.

A Colibri tem colo líder João Arcanjo Ribeiro, que continua preso, e seu genro Giovanni Zem Rodrigues. Já a Ello/FMC é liderada por Frederico Muller Coutinho.