Conexão Poder

Sexta-feira, 05 de Agosto de 2022, 16h:00

Barbudo sobre fim da saidinha: Acabou a baderna desses vagabundos

Deputado afirmou que votou a favor do projeto, que ainda vai passar por votação do Senado Federal e pela sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL).

JOÃO AGUIAR
LEANDRO MAIA

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Deputado Nelson Barbudo (PL) afirmou que "acabou a baderna desses vagabundos"

O deputado federal Nelson Barbudo (PL) afirmou que votou favorável ao projeto de lei que acaba com a possibilidade de saída temporária de presos, conhecida como “saidinha”. Segundo o parlamentar, quem cometeu crime tem que pagar a pena preso.

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados em votação na quarta-feira (04) com 311 votos. O texto agora retorna ao Senado.

“Acabou a baderna desses vagabundos que vão para a cadeia. Vagabundo que mata um filho ou pai de família tem que apodrecer na cadeia. O pai vai chorar no cemitério e o vagabundo no dia dos pais sai para tomar cachaça”, declarou Barbudo.

Ainda conforme o deputado, o projeto já está alinhado com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e será sancionado sem modificações. “A saidinha vai acabar, o Bolsonaro ainda tem que sancionar, mas está tudo combinado”.

“Acabou a farra de páscoa, dia dos pais. A pessoa mata a mãe e no dia das mães ela vai ‘pitar’ um baseado e tomar uma cachaça no boteco. Não, ela tem que pagar a pena dela presa”, afirmou.

A lei, no entanto, não deve influenciar o sistema prisional de Mato Grosso, já que as saídas temporárias não acontecem mais no estado. Por aqui, os presos que saem das penitenciárias são monitorados por tornozeleira eletrônica.

O juiz da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, Geraldo Fidélis, explicou ao Repórter MT que isso ocorre pelo fato do estado não ter as chamas “colônias penais”. “No Brasil, o regime semiaberto é cumprido em penitenciárias chamas de ‘colônias penais’. Só que Mato Grosso não tem mais essas cadeias”.

“Aqui e em alguns outros estados, a pena é cumprida com tornozeleira eletrônica. As pessoas já estão em casa. Então essa lei nada vai influenciar em Mato Grosso”, concluiu.