23 de Novembro de 2022, 09h:20 - A | A

Poderes / ANULAÇÃO DE VOTOS

Amália diz que Moraes tenta pressionar eleitos do PL: "A gente tá junto, queremos transparência"

Segundo ela, eleitos no primeiro turno não temem perder seus mandatos

THAIZA ASSUNÇÃO
DO CONEXÃO PODER



A deputada federal eleita Amália Barros (PL) afirmou que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, quer gerar uma pressão política dentro da sigla do presidente Jair Bolsonaro. (Veja o vídeo abaixo)

A declaração foi dada na tarde desta terça-feira (22), após Moraes dar uma resposta relâmpago à representação eleitoral protocolada por Bolsonaro e o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, apontando supostas falhas em cinco modelos de urnas eletrônicas no segundo turno das eleições presidenciais. Moraes deu 24h para que os dois englobem o resultado do primeiro nas supostas irregularidades. 

 Segundo Amália, os deputados e senadores eleitos do PL no primeiro turno não temem perder seus mandatos.

 

 “O despacho mais rápido da história do ministro Alexandre de Moraes, querendo gerar uma pressão política dos deputados, senadores eleitos do PL no primeiro turno, o que não está em jogo porque a gente está junto, mesmo que isso resulte na nossa própria eleição”, disse ela em uma publicação nas redes sociais.

 

 “A gente tem como foco, como objetivo, a transparência das eleições e o futuro do nosso país. Isso não gerará uma pressão política dentro do PL.  A gente está junto em busca de mais transparência do processo eleitoral, mesmo que isso resulte na nossa própria eleição”, acrescentou.

Leia mais: Bolsonaro diz que teve 51% dos votos no 2º turno e pede anulação de 250 mil urnas por "mau funcionamento"

Na representação, Bolsonaro e Valdemar pedem a invalidade dos votos decorrentes dos modelos UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015 das urnas eletrônicas,  que chegariam a 250 mil unidades e que, consequentemente, daria a vitória do segundo turno das eleições presidenciais ao atual mandatário. 

 A alegação de Bolsonaro e Valdemar é de que houve “desconformidades irreparáveis de mau funcionamento” nesses modelos. 

Para eles, apenas os votos registrados nas urnas eletrônicas de modelo UE2020, que representa 40,82% de urnas utilizadas no segundo turno, são "idôneos".    

Nessas urnas, conforme o relatório, Bolsonaro recebeu 51,05% dos votos contra 48,95% de Lula (PT).  

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