02 de Abril de 2022, 17h:30 - A | A

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Brasil tem desafio de separar desmatamento legal de ilegal

A afirmação é do palestrante Rodrigo Lima, que falou na Parecis SuperAgro sobre mudanças climáticas e mercado de carbono

DA REDAÇÃO



Apesar de deter a legislação ambiental mais ambiciosa do mundo, o Brasil ainda precisa esclarecer o conceito de desmatamento legal e diferenciá-lo da abertura ilegal de áreas. A afirmação é do sócio-diretor da Agroícone, Rodrigo Lima, que apresentou a palestra Agropecuária, mudanças do clima e mercado de carbono na Parecis SuperAgro 2022.

Segundo o especialista, ainda há muita confusão mesmo entre os órgãos públicos sobre como diferenciar desmatamento legal de ilegal. E o resultado disso é um prejuízo à imagem do setor produtivo rural. Rodrigo Lima se apresentou em palestra oferecida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), patrocinadora da feira agrícola.
“A agropecuária brasileira está preparada para discutir o que é produção sustentável”, afirma o especialista. De acordo com ele, o Brasil possui a legislação ambiental mais ambiciosa do mundo, que é o Código Florestal. “Esse instrumento, somado ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), passa uma mensagem superpositiva do País, pois são poucas nações que possuem requisitos de conservação dentro de área privada. O que está faltando é implementar essa lei de verdade e estampá-la no nosso produto”.

Para Rodrigo Lima, diante a legislação que possui, o país possui argumentos fortes para discutir do ponto de vista internacional o que é produção sustentável. “O que nos pega é o desmatamento ilegal. Esta é uma discussão importante, mas precisamos separar desmatamento legal de ilegal. E isso é uma coisa que os órgãos estaduais, federais e ambientais até hoje não conseguiram fazer de fato”.

Atualmente, os dados de emissões de gás carbônico (CO2) do Brasil são divulgados reunindo em um mesmo item tanto a abertura de terra legal, que segue preceitos da legislação brasileira, do desmate ilegal – que deve ser coibido. “Os números aumentam e se responsabiliza a agropecuária, mas essa forma de analisar não é correta”, pontua Lima.

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