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06 de Setembro de 2022, 13h:10 - A | A

Política / CENSURA DO STF

Buzetti detona Moraes por operação contra empresários: "Me recorda a ditadura"

Para Buzetti, a medida extrapola o papel constitucional do STF e representa um retrocesso na luta dos brasileiros pela liberdade de expressão.

APARECIDO CARMO
DO CONEXÃO PODER



A senadora Margareth Buzetti (PP) usou a tribuna no Senado Federal para detonar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por autorizar operações de busca e apreensão de empresários que manifestaram opiniões políticas em um grupo de WhatsApp.

Para a senadora, a decisão de Alexandre de Moraes faz lembrar a ditadura militar, período em que as pessoas não eram livres para manifestar opiniões contrárias ao regime.

“É lamentável e um retrocesso a decisão do STF, que determinou busca e apreensão de aplicativos de mensagem de empresários que manifestaram opiniões políticas em grupos privados. Isso me recorda a ditadura militar, quando éramos calados por expressar ideias e convicções. Considero o ato uma interferência em algo tão importante, que é o direito constitucional de liberdade de expressão”, disse a senadora.

Para Buzetti, a medida extrapola o papel constitucional do STF e representa um retrocesso na luta dos brasileiros pela liberdade de expressão. A parlamentar ressaltou que a sociedade não pode se calar e nem permitir que interfiram num direito fundamental assegurado pela Constituição Federal.

 

Entenda o caso
No dia 23 de agosto foi realizada uma operação da Polícia Federal com autorização do ministro Alexandre de Moraes tendo como alvos um grupo de empresários que teriam manifestado a defesa de um golpe de estado no Brasil em caso de vitória do candidato Luis Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais deste ano.

Os agentes da PF foram até as residências dos empresários Afrânio Barreira Filho, do grupo Coco Bambu; Ivan Wrobel, proprietário da construtora W3; José Isaac Peres, sócio-fundador da Multiplan; José Koury, proprietário do Barra World Shopping; Luciano Hang, das lojas Havan; Luiz André Tissot, do grupo Sierra; Marco Aurélio Raymundo (Morongo), das lojas Mormaii; e Meyer Joseph Nigri, da Tecnisa.

Organizações da sociedade civil se manifestaram publicamente em defesa do direito a liberdade de expressão e contra a operação da Polícia Federal. Entre elas a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grossso (Fiemt), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs),e a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul).

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Dorli Bergonci 08/09/2022

O que eu acho mais engraçado nessa fala da Senadora, é que ela está tirando a sua responsabilidade e dos demais congressistas e jogando a culpa apenas num magistrado mal intencionado, e que realmente ele é um desequilibrado mesmo, mas que na verdade são vocês políticos os culpados de tudo isso que está acontecendo. Cadê a relação das assinaturas da população para o impeachment desse ministro? Cadê os senadores e deputados para colocarem em andamento a cassação desse magistrado? Agora vem falar em ditadura? ditadura é o que vocês parlamentares estão fazendo com a população, crie vergonha na cara e assuma sua culpa e aja como parlamentar em defesa da lei e da ordem. Como dito no passado por um molusco sem noção, que o STF estava acovardado, isso é o que acontece hoje com a maioria na câmera federal e no senado federal, todos acovardados e com o rabo preso.

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1 comentários



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