30 de Março de 2022, 13h:34 - A | A

Poderes / PROTESTO NA ASSEMBLEIA

Categorias rejeitam projetos de Mauro para Segurança e tentam negociar

Deputados vão criar comissão para tentar melhorar proposta até a próxima sexta-feira

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO



Após pressão das categorias de servidores públicos, os deputados estaduais retiraram da pauta desta quarta-feira (30) o pacote de projetos de reajustes salariais e auxílios para a Segurança Pública e Detran, enviado nessa terça-feira (29) pelo governador Mauro Mendes (União Brasil). 

De acordo com o deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), uma comissão deve ser formada pela Presidência da Assembleia para abrir nova negociação com o governador. A expectativa é que sessões extraordinárias sejam convocadas ainda na quinta e sexta-feira (31 e 1º) para conseguir votar o texto.

Em geral, os projetos preveem aumentos salariais de até 30% para algumas categorias, bem como auxílio fardamento e alimentação, e verba indenizatória para jornadas extraordinárias. 

No entanto, os textos não estariam contemplando todos os servidores das categorias, além de que algumas outras classes, como servidores da área meio e da Educação, ficaram de fora. 

"O governo vem rachando as categorias com esse projeto, da forma como colocou, porque conceder um aumento, dentro da própria polícia penal, dando para uma parte 30% e para a outra 4%, que é quem já está no fim de carreira, isso aí é uma divisão dentro da própria categoria. Você imagina outras categorias que sequer estão sendo contempladas. O que defendemos é a isonomia"disse Elizeu, após deixar reunião na Presidência do Legislativo. 

"Todo mundo está descontente com o projeto da forma que está, e esperamos que o governo tenha bom-senso de poder atender a todas as classes, inclusive as outras da Saúde, Educação e outras que estão atrasadas em questão de valorização", completou. 

Apesar da fala do parlamentar, de que a Assembleia tentará melhorar a proposta para os servidores, o governador Mauro Mendes já adiantou, em entrevista na manhã desta quinta-feira, que o projeto foi pensado para atender às categorias mais urgentes.  

“O governo fez um trabalho muito técnico, comparando as atividades, os setores e olhando para o equilíbrio fiscal do Estado. O que era possível fazer, nós fizemos. Se vocês olharem, a média salarial no Estado é a segunda maior de todo o país. Nós fizemos para essas categorias porque eles sim estavam muito abaixo, ganhando menos. Agora, não posso pegar ali e disparar uma reação em cadeia. Daqui a pouco, vamos todo mundo só para pagar salário”, disse Mauro.

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