16 de Julho de 2021, 13h:59 - A | A

Poderes / DINHEIRO PARA CAMPANHA

Depois de votar sim, Barbudo critica fundão: "Tomara que Bolsonaro vete"

Deputado diz que houve manobra para aprovar aumento no fundo eleitoral e que seu voto favorável foi para o orçamento em si

CAMILLA ZENI
DAFFINY DELGADO




“Uma manobra estratégica de covardes'', criticou o deputado federal Nelson Barbudo (PSL-MT) sobre o aumento no valor do fundo partidário para 2022. Apesar de ter sido um dos seis deputados mato-grossenses que votaram a favor da proposta, debatida na noite dessa quinta-feira (15), Barbudo defendeu que o presidente Jair Bolsonaro não aceite a “armação” e vete a proposta.

Em Brasília, os parlamentares votaram a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, que direciona os gastos do governo federal para o próximo ano. Entretanto, uma das emendas no texto previa a ampliação dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado fundo eleitoral. Em 2020, o valor foi de R$ 2 bilhões. Já para 2022 o montante pode chegar a R$ 5,7 bilhões.

Alguns deputados federais tentaram articular uma votação separada desse acordo, mas foram voto vencido. Na visão de Barbudo, tratou-se de “uma covardia”, considerando a importância da LDO e o momento de crise econômica enfrentado no país.

“A oposição, junto com aqueles que querem um mal do Brasil, colocaram um jabuti junto com a votação do orçamento. Jamais essa votação poderia ser colocada. Se a classe política quer dinheiro, coloca então para votar em separado, mas, o que eles fizeram? Numa manobra, colocaram junto com o orçamento. Então, se nós do PSL ou a base do governo votássemos contra, para derrubar o aumento do fundo partidário, nós estaríamos derrubando o orçamento do Governo”, afirmou o parlamentar, em entrevista nesta sexta-feira (16).

De acordo com o parlamentar, deve ser criada uma comissão entre os deputados da base para articulação com o presidente Jair Bolsonaro, para que o trecho que trata sobre a ampliação do fundão seja vetado. Barbudo destacou que, se o presidente não aprovar, o texto terá que ser novamente analisado pelo Congresso.

“Eu fui eleito sem fundo partidário e digo: é uma cachorrada aumentar para R$ 6 bilhões, principalmente diante de uma pandemia, diante de uma escassez de dinheiro. Eu acho injusto. Votei sim ao orçamento e essa palhaçada desse aumento estava junto, não tivemos condições de separá-lo. Mas nós esperamos que ele vete”, finalizou.

Da bancada mato-grossense, apenas a deputada federal Rosa Neide (PT) votou contrária à LDO 2022. O deputado José Medeiros (Podemos) esteve ausente da sessão. Já no Senado, todos os três parlamentares mato-grossenses votaram favoráveis à proposta.

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