27 de Setembro de 2021, 09h:35 - A | A

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Doria chama "Sem Terra" de bandidos e diz que quer acabar invasões no país

Governador de SP evitou falar sobre porte de arma na zona rural e aposta em uma política nacional para garantir a segurança no campo

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO




O governador João Doria (PSDB) afirmou que tem uma política firme contra o Movimento Sem Terra no Estado de São Paulo, e garantiu que, se for eleito presidente da República em 2022, tornará o combate às invasões uma política nacional. A medida faz parte de um plano que pretende “levar segurança” ao homem do campo.

A fala foi feita durante coletiva de imprensa em Cuiabá, onde esteve desde sexta-feira (24) para encontro do PSDB, na tentativa de angariar votos para se tornar o candidato presidencial dos tucanos.

“Temos que dar segurança ao homem do campo, coibir invasões de terras, sejam elas privadas ou públicas. Em São Paulo, nós não temos invasão de terra, nem nas regiões mais remotas. Isso não existe porque a Polícia Militar e a Polícia Civil não permitem”, afirmou Doria.

O governador paulista reconheceu que os conflitos rurais fazem parte da realidade mato-grossense e da região centro-oeste como um todo, e insistiu que uma atuação forte da polícia deve ser capaz de coibir o avanço do movimento Sem Terra, que tem sua base em São Paulo.

“Tem que ter uma atuação imediata. A base do movimento Sem Terra não é aqui, é São Paulo, e por que que lá não tem mais invasores? Porque lá a polícia funciona. Lá não há invasão e, se houver, haverá desocupação imediata, porque a lei em São Paulo é cumprida. Em São Paulo nós não negociamos com bandido. Para bandidos se aplica a lei. Não tem negociação e não tem condescendência”, afirmou.

Doria chegou a ser questionado sobre a liberação de posse e porte de arma para moradores da zona rural, mas evitou tocar no assunto, insistindo que a atuação da polícia deve ser suficiente para solucionar os conflitos. Ele citou como exemplo uma delegacia especializada de uso de drones, ligada ao setor de inteligência da polícia de São Paulo, para a supervisão das áreas.

Ele ainda citou a necessidade de política nacional de segurança pública, com participação de governos estaduais e prefeituras, para garantir a segurança do homem do campo.

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