07 de Agosto de 2021, 08h:30 - A | A

Poderes / O 6º DA GESTÃO

Emanuel comanda a Saúde após investigação da PF e diz que anuncia novo secretário em 15 dias

Saúde está sem secretário desde 30 de julho, quando Célio Rodrigues foi alvo de operação da Polícia Federal

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO




O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), informou que deverá anunciar, em até 15 dias, um novo secretário para a Saúde municipal. A Pasta está sem chefe desde o dia 30 de julho, quando Célio Rodrigues foi afastado judicialmente, alvo da Operação Curare, da Polícia Federal.

De acordo com Emanuel, que estaria chefiando a Pasta desde o início do mês, alguns convites foram feitos. A expectativa é que uma resposta seja confirmada nos próximos dias.

“Estou aguardando duas respostas, e uma estou pensando melhor, mas, para não parar a estrutura, nomeei dois interinos, e, no máximo em duas semanas, 15 dias, eu nomeio na pasta”, revelou, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (6).

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O novo nome será o sexto secretário de Saúde de Cuiabá na gestão de Emanuel, desde que assumiu a prefeitura, em 2017. Na época, a primeira secretária foi Elizeth Araújo, que deixou a Pasta em 2018 sob forte pressão por falta de medicamentos.

Após Elizeth assumiu Huark Douglas Corrêa, que foi afastado judicialmente em dezembro de 2018 alvo da Operação Sangria. Na época, ele chegou a ser preso. A operação apurou esquema de monopólio de uma organização criminosa da Saúde.

Com a saída de Huark, assumiu Luiz Antônio Pôssas de Carvalho, que também terminou afastado judicialmente, em outubro de 2020, alvo da Operação Overpriced. Dessa vez, o então secretário foi acusado de superfaturamento na compra de medicamentos para combater a covid-19.

Pôssas foi substituído por Ozenira Félix, que era secretária de Gestão e assumiu a Saúde de forma interina. Em março deste ano ela foi efetivada na Pasta, mas deixou a Saúde pouco depois, em junho de 2021. Apesar de ter sofrido com escândalo de medicamentos vencidos, que resultou em uma CPI na Câmara de Cuiabá, a gestora não foi alvo de investigação policial.

Ozenira foi substituída por Célio Rodrigues, alvo da Operação Curare no último dia 30. Célio é acusado de participar de uma organização criminosa que fraudava processos de dispensa de licitação, com direcionamento de contratação para um núcleo econômico único, que seria inclusive constituído por empresas de fachada. Ele foi exonerado no dia 2 de agosto, com data retroativa a 30 de julho.

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