15 de Maio de 2022, 10h:56 - A | A

Poderes / POSSÍVEL CONCILIAÇÃO

Emanuel e sindicato de médicos abrem mesa de negociações: ‘Agora sim’

Após troca de farpas e denúncias, prefeito e médicos vão "sentar" para negociar

EUZIANY TEODORO
DO CONEXÃO PODER



Após troca de farpas, acusações e denúncias à Justiça, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), têm uma chance de conciliação. Uma mesa de negociações será aberta. “Agora sim”, disse o gestor.

 

Emanuel e a Prefeitura de Cuiabá foram alvos de denúncias ao Ministério Público, por parte do Sindimed, apontando vários problemas, como profissionais insuficientes na rede de saúde, escalas de plantões defasadas, precariedade das condições de trabalho e outras.

Depois de várias ações, Emanuel expôs em sua live semanal que muitos médicos sequer cumprem a meta estabelecida por plantão – pelo menos 38 pacientes a cada 12 horas -, além de outros problemas, inclusive sobre a baixa produtividade do presidente do Sindimed, Adeildo Lucena, a quem acusou de ser o responsável pelos “ataques”.

“A hora que eu cobrei ‘duro’, na minha live, mais respeito ao prefeito da Capital, à gestão Emanuel Pinheiro e à sociedade, eles pediram uma conciliação. Fizeram um ofício ao município, com cópia para o prefeito, pedindo uma mesa de negociação. Aí, sim”, explicou Emanuel, em entrevista essa semana.

 

Segundo ele, a pauta de discussões dessa mesa de negociações é ampla, mas que tudo deve se acertar, com “responsabilidade”.

“Agora é o sindicato que Cuiabá espera, agora é o sindicato que a população espera. Responsabilidade. Vontade de acertar. Médicos têm que trabalhar, médicos têm que cumprir horário, médicos têm que cumprir a meta e eu vou cobrar esse cumprimento, porque pago rigorosamente em dia e eles têm que trabalhar rigorosamente, como a lei indica”, disse.

Uma das opções estudadas pelo prefeito e pela Secretaria de Saúde de Cuiabá, caso não haja outra solução, será contratar médicos através de contratos com Pessoa Jurídica, pagando apenas pela produtividade que apresentarem.

 

“É uma opção. Sou um grande defensor do servidor público, agora, onde há problemas, dentro da lei preciso buscar alternativas, não posso deixar a população sem médicos, não posso aceitar boicotes feitos por pouquíssimos médicos ligados ao sindicato, e isso se transformar em filas homéricas em UPAs e policlínicas. Em hipótese alguma posso deixar”, finalizou.

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