08 de Fevereiro de 2022, 07h:18 - A | A

Poderes / AVANÇO DA ÔMICRON

"Está difícil até de dormir; estamos exauridos", diz Gilberto sobre lotação de UTIs

Apesar da preocupação com a rápida ocupação dos leitos, o secretário não pensa em “colapso” da rede de saúde e prefere ser “otimista”.

EUZIANY TEODORO
CAMILLA ZENI



O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, fez um novo alerta para que a população se conscientize e colabore com a redução dos casos de covid-19. Diante da nova variante, ômicron, a terceira onda está acontecendo e as mortes aumentando nos hospitais.

“Não dá pra prever até onde vamos ter capacidade de atendimento a todos que demandarem, por isso pedimos prudência pra população, que não se comporte como se a pandemia já tivesse acabado”, afirmou Gilberto, em entrevista nesta segunda-feira (7).

Ele destaca que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) tem aberto novos leitos de UTI toda semana, além de também disponibilizar vacinas e testes. No entanto, esses recursos não são infinitos.

“Não sei qual vai ser o nosso limite. A preocupação é contínua. É difícil até para dormir. Todos os dias a gente abre leitos e a taxa está sempre ficando num nível muito alto. A última (taxa de ocupação de UTIs) de ontem era de 84%. Abrimos 30 novos leitos e praticamente, em poucos dias, estamos exauridos”, desabafou.

Gilberto volta a enfatizar que o único caminho, até agora, é a vacinação. Prova disso é que os casos mais graves da doença estão entre os idosos, que não voltaram para tomar a dose de reforço e perderam imunidade, e aqueles que não completaram o esquema vacinal.

“Já tem novas subvariantes da ômicron, no mínimo duas, detectadas no país. A vacina ainda é um único caminho. Os números de casos por dia, os oficiais, porque a subnotificação ainda é muito grande, está ensejando uma notificação crescente. E isso sempre nos traz preocupação com a capacidade hospitalar. O apelo principal é pra população buscar a vacinação, especialmente neste momento”.

Apesar disso, o secretário não pensa em “colapso” da rede de saúde. Segundo ele, é melhor ser “otimista”.

“Prefiro pensar com otimismo, não posso torcer para isso (colapso). É o que tenho feito até aqui. Todos os dias fazendo inserções de novos leitos, mas temos que pensar que esses recursos são finitos”, concluiu.

 

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