03 de Janeiro de 2022, 07h:30 - A | A

Poderes / POLÍCIA PENAL PARALISADA

Janaina cita preocupação com greve e defende que Mauro se comprometa

Deputada diz que busca por equiparação salarial é natural e deve ocorrer em todo o país

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO



A deputada estadual Janaina Riva (MDB) criticou a postura do governador Mauro Mendes (DEM) após anúncio de estudos para a possibilidade de privatização do sistema penitenciário de Mato Grosso e de um processo seletivo para substituir os policiais penais que estão em greve.

“A greve é muito preocupante, mas a gente sabe que atividade fim, principalmente de segurança, não pode ser privatizada nem terceirizada, até porque estamos falando de pessoas que possuem porte de arma, que estão em ambiente de violência extrema, e que hoje, o vínculo de estabilidade, é o que nos garante a retidão na conduta de quem está no posto de policial penal, policial militar, civil”, criticou a parlamentar nessa terça-feira (28), em evento no Palácio Paiaguás.

Na opinião da deputada, a greve dos policiais penais, iniciada em 16 de dezembro, é legítima e merece atenção do governador. Ela ainda defendeu que Mauro sente com os representantes para chegar em uma proposta.

"Eles não conseguiram, até hoje, sentar com o governador. Acho injusto não sentar com os policiais penais, porque eles querem um compromisso do governador, não do secretário. Secretário depois troca e fica 'ah, quem garantiu foi fulano, ciclano'. Eles querem um compromisso de Estado com relação à equiparação salarial com a Polícia Militar", disse.

Janaina ainda avaliou que a discussão por uma igualdade salarial deve ocorrer em todo o país. Isso porque a Emenda Constitucional 104/19, que criou a Polícia Penal, foi sancionada em dezembro de 2019, e, logo em seguida, os estados sofreram economicamente com a pandemia da covid-19 - situação que já está sendo contornada.

Em Mato Grosso, a Emenda Constitucional que instituiu a Polícia Penal foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Mauro Mendes em janeiro de 2021. Agora, a categoria busca a equiparação salarial com as outras polícias do Estado.

"O que eles estão exigindo é o mínimo, um diálogo. E isso é uma tendência, uma discussão no Brasil inteiro. Depois que eles foram considerados policiais, não existe policial A, B ou C. Todo mundo agora é policial, então é natural que eles vão fazer uma luta no país todo", observou a deputada.

Entretanto, a greve dos policiais já foi declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça, que chegou a determinar a prisão dos servidores que não cumprirem as determinações, o corte de ponto e ainda o bloqueio das contas do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen) e de seus dirigentes.

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