22 de Maio de 2022, 09h:55 - A | A

Poderes / RODOVIA DA MORTE

Líder quer intervenção do Governo de MT na BR-163: 'Não podemos ficar no caos'

A falta da duplicação por parte da Rota do Oeste, que explorou a rodovia por anos, causou dezenas de acidentes com morte.

DAFFINY DELGADO
DO CONEXÃO PODER



O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (União Brasil) criticou, na última quarta-feira (18), a demora na dissolução do contrato de concessão da BR-163 firmado entre o Governo Federal e a Rota do Oeste. Na avaliação do parlamentar, o Governo de Mato Grosso deveria intervir e assumir a rodovia.

Ano passado, a concessionária decidiu pela devolução amigável da concessão, por não conseguir realizar a obra de duplicação da via, mesmo após anos explorando o trecho.

A BR-163 ficou conhecido como “rodovia da morte”, tendo em vista os trágicos acidentes que acontecem diariamente na região.Na última semana 11 pessoas morreram na batida entre um ônibus e uma carreta. Durante entrevista a Rádio Conti, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, disse que Mato Grosso não pode ficar no caos.

“Nós não podemos ficar no caos que está, como recentemente ocorreu essa fatalidade. E eu ando nessa BR-163 toda semana, e toda vez tem no mínimo três ou quatro carretas fora da rodovia”, disse em entrevista à Rádio Conti.

Apesar da desistência, a Rota do Oeste continua cobrando pedágio na região. Enquanto isso, o Governo Federal estuda a realização de uma nova licitação para concessão da rodovia.

Na avaliação de Dilmar, esse processo vai demorar mais de três anos e a saída viável seria a estadualização, como fizeram com a BR-174, que agora é MT-174.

“A concessionária concordou com a retirada da concessão, devolveu por pressão. Mas para fazer todo um processo licitatório, pela demora, eu acredito que antes de três anos não sai. Precisamos agilizar. Não podemos deixar à mercê da ANTT, do DENIT e do Minfra para que eles façam todo esse procedimento, porque vai demorar muito tempo”, criticou.

“O Governo de Mato Grosso não tem capacidade de execução, mas há consórcios propostos a entrar nessa luta, estão interessados e podem assumir isso daí junto com o Governo do Estado. Lógico que daí faremos o nosso modelo para ser mais rápido, mais ágil, talvez uma concessão público-privada ou só privada, porque tem muita gente com interesse em assumir essa rodovia”, completou Dilmar.

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