08 de Julho de 2022, 13h:00 - A | A

Poderes / MORTE DE AGENTE

Lilo: Análise sobre cassação de Paccola será feita após conclusão de inquérito

O vereador Marcos Paccola é investigado pelo assassinato do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, na sexta-feira (01), durante uma confusão, em Cuiabá.



O presidente da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Lilo Pinheiro (PDT), afirmou que analisará o pedido de cassação do mandato do tenente-coronel Marcos Paccola (Republicanos), por suposta quebra de decoro parlamentar, por ter assassinado o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, a partir do resultado final das investigações realizadas pela Polícia Civil.

Alexandre foi assassinado com três tiros nas costas, na noite de sexta-feira (01), durante uma confusão na frente de uma distribuidora no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.

Lilo e o presidente do Legislativo Municipal, vereador Juca do Guaraná (MDB), estiveram na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde se reuniram com o delegado Hércules Batista Gonçalves, responsável pelas investigações do homicídio do agente, e mais quatro delegados.

 

 

Na reunião, os vereadores solicitaram o compartilhamento das provas colhidas no inquérito policial, para que possam analisar o pedido de cassação do mandato de Paccola por quebra de decoro parlamentar, protocolado pela vereadora Edna Sampaio (PT), na última segunda-feira (04).

Logo após a reunião, o presidente da Comissão de Ética explicou que a DHPP tem 30 dias para concluir as investigações sobre o homicídio, mas que esse prazo poderá ser prorrogado. Entretanto, a expectativa é que seja concluído em menos de um mês.

"Nós não vamos agir em cima de um impulso, vamos agir a partir de uma verdade real e essa verdade será apresentada pela DHPP. A preocupação maior é não cometer algum tipo de injustiça, então vamos nos embasar em cima da verdade que será apresentada pelos delegados", afirmou Pinheiro.

Afastamento de Paccola

Além do pedido para cassar o mandato de Paccola, a vereadora também ingressou com um pedido de afastamento imediato do parlamentar.

O requerimento já recebeu provimento pela Procuradoria da Câmara e orientou o presidente do Legislativo que buscasse a opinião da Comissão de Ética.

"A respeito de afastamento preliminar, isso vai ser debatido com os membros da comissão para saber se cabe uma deliberação por nossa parte ou se o pedido especifico deve ser devolvido para a presidência ver os encaminhados para pautar em Plenário. De hoje para amanhã nós faremos o estudo e na segunda-feira (11) teremos um posicionamento oficial", emendou. 

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