09 de Julho de 2021, 10h:01 - A | A

Poderes / CONTRA PROJETO DA ASSEMBLEIA

Mauro ameaça entrar na Justiça para garantir retorno de professores a salas de aulas em MT

Declaração ocorre após deputados derrubarem veto do Governo ao projeto que condiciona o retorno das aulas presenciais a 100 % dos profissionais da Educação imunizados.

DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO




O governador Mauro Mendes (DEM) não descartou a possibilidade de judicializar o Projeto de Lei nº 21/202 que condiciona o retorno das aulas presenciais em Mato Grosso somente após a vacinação de 100 % dos profissionais da Educação contra a covid-19.

“Nós estamos estudando o caso, principalmente, este da educação porque acho uma injustiça com os filhos da educação pública de Mato Grosso ficar tanto tempo parado, prejudicando a população que precisa da Educação”, afirmou.

A declaração foi concedida na manhã de quarta-feira (07), durante inauguração da nova sede do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), no Centro Político, em Cuiabá.

O projeto de autoria do deputado Elizeu Nascimento (PSL) que considera a Educação como atividade essencial foi aprovado em abril deste ano. 

A votação na AL ocorreu durante sessão ordinária realizada no último dia 30. Na oportunidade, 13 deputados votaram a favor e 7 por manter o veto, contrariando parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

Logo após a deliberação da Assembleia, Mauro chegou a dizer que não pretendia recorrer da votação. Porém, criticou a decisão.

"Eu havia dito que não irá recorrer dessa decisão, mas estamos estudando o caso para ver o que pode ser efetivamente feito porque eu não consigo ficar tomando decisão sem a mínima coerência. Eu acho que a Assembleia Legislativa faltou com o bom senso", declarou.

"Chega um ponto assim que cansa, tem tanta coisa importante para mim, para a Assembleia e para a Procuradoria, mas estamos analisando. Se achar que é o caminho explicarei para a sociedade e digo que voltei atrás”, acrescentou.

Na oportunidade, o governador chegou questionar a diferença dos profissionais da educação para os demais servidores estaduais que estão exercendo suas atividades sem receber os imunizantes.

"A questão dos professores, repito, aqui no Indea, por exemplo, está todo mundo trabalhando e atendendo ao público também. Qual a diferença dos servidores do Indea, da secretaria da Fazenda, do Meio Ambiente, de Infraestrutura, do trabalhador do comércio, do trabalhador da indústria da agricultura que está trabalhando sem nenhuma vacina. Qual a diferença? São cidadãos, pessoas como outras qualquer. Qual a lógica da Assembleia para dizer não, que os professores só podem voltar a trabalhar quando tiver tomado às duas doses”.

“Saiu uma resolução do Conselho Nacional de Educação dizendo que se deve voltar as aulas, já tem município que voltou e outros querendo voltar. As escolas privadas estão todas funcionando, até falei que deve ter filho de deputado ou neto que está estudando presencial nessas unidades. Então, qual é essa lógica? Será que algum deputado consegue me explicar? Tem que para com isso, ficar tomando medida e jogando para a galera e mentindo para a população”, enfatizou governador.

A PL deverá ser votada na próxima sessão na Assembleia Legislativa e os parlamentares já sinalizaram que irão aprovar o projeto. Com isso, as aulas presenciais, que estavam previstas para voltar no dia 3 de agosto, só devem voltar depois que todos os profissionais da educação forem vacinados.

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