29 de Dezembro de 2021, 17h:01 - A | A

Poderes / ACUSADO DE DESSERVIÇO AO BRASIL

Moro diz que críticas de Jayme são "vergonhosas" e rejeita apoio "de quem defende a corrupção"

Jayme acusou Moro de destruir o potencial industrial do Brasil

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO



O ex-ministro da Justiça, ex-juiz federal e pré-candidato à Presidência da República, Sérgio Moro, rebateu as críticas do senador Jayme Campos (DEM) à sua atuação na Operação Lava Jato, e disse que rejeita o apoio de quem defende a corrupção, sugerindo que seria o caso do mato-grossense.

“Dizer que foi a Lava Jato, uma investigação sobre corrupção, que prejudicou qualquer setor econômico é uma bobagem, é uma mentira, é até vergonhoso repetir isso, desculpe. Porque o que a gente sabe é que a corrupção prejudica a economia e não o contrário”, pontuou Moro nesta quarta-feira (29), em entrevista à Rádio Capital FM, de Cuiabá.

Na semana passada, Jayme comentou com a imprensa que não seria favorável a uma aliança entre Moro e o partido União Brasil, formado pela fusão do DEM com o PSL - e que ainda depende de homologação. Isso porque, nas últimas semanas, a sigla tem cogitado lançar Luciano Bivar (atual presidente do PSL) como vice na chapa de Moro.

“Se por acaso o União Brasil fizer acordo para caminhar junto, eu já disse: Eu não apoio o Moro. O Moro não. Acho que ele prestou um desserviço para o Brasil gigantesco com esse negócio de corrupção. Porque, cadê quem ele prendeu? Está todo mundo solto. Destruiu a indústria brasileira, destruiu praticamente um grupo de empresas que o Brasil tinha, extremamente preparadas, modernas, para construir no mundo inteiro. Destruiu a indústria naval, destruiu tudo”, disse Jayme, na ocasião.

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Por sua vez, Moro rebateu que as empresas foram destruídas pela corrupção sistêmica que existia no Brasil e teria sido desbaratada com a Operação Lava Jato, da qual foi o responsável quando juiz federal em Curitiba (PR).

“Quem prejudicou essas empresas foi justamente a corrupção. Vamos falar da Petrobras, R$ 6 bilhões já foram devolvidos, e não estou falando do rombo. Isso sem falar das grandes refinarias que foram construídas. A Abreu Lima [da Petrobras], no Nordeste, tem estudos, não da polícia, mas acadêmicos, da FGV, dizendo que o custo da refinaria foi absurdo e que o custo do barril ali é um absurdo, custa até cinco vezes mais do que a média do barril de outras refinarias”, criticou Moro.

Após classificar como vergonhosa a declaração de Jayme, Moro ainda afirmou que não pretende firmar alianças com quem “defende a corrupção”, sugerindo que também rejeitaria o apoio de Jayme.

“Se a gente vai ter gente na política que defende corrupção, aí realmente eu não quero aliança com pessoas que pensam assim. O que eu penso é o contrário, que a corrupção tem que ser combatida, e acredito que isso é compartilhado por todos os brasileiros”, finalizou Moro.

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