20 de Setembro de 2021, 16h:48 - A | A

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"Na pior hipótese, volto a ser secretário", diz Russi sobre julgamento no STF

Julgamento no STF levantou a possibilidade de ex-presidente Eduardo Botelho de ser reconduzido ao cargo de chefe do Legislativo, tirando Russi do cargo.

CAMILLA ZENI
DAFFINY DELGADO




O deputado estadual Max Russi (PSB) afirmou que acompanha com tranquilidade o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode retirá-lo da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e não vê rusga com o ex-presidente e atual primeiro secretário, deputado Eduardo Botelho (DEM).

“O que acontecer desse julgamento, estou bastante tranquilo. Na pior das hipóteses, eu volto a ser secretário. Eu e Botelho temos uma relação muito boa, tranquila, e tem oito ministros ainda para votarem. Acredito que a melhor decisão vai acontecer”, disse Russi nesta segunda-feira (20).

O presidente ainda afirmou que o Legislativo atua em harmonia, e negou que tenha ficado um clima de instabilidade entre ele e Botelho desde o andamento do caso no Supremo, na última sexta-feira (17).

“Se tivesse uma briga entre eu e Botelho, ou entre os deputados, tudo bem, mas existe uma harmonia muito grande dentro do parlamento, uma tranquilidade boa de tocar os projetos. Independente do resultado, a Assembleia vai ser bem tocada e dar resultados importantes para Mato Grosso”, completou.

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Conforme o #reportermt noticiou, a possibilidade foi levantada pelo ministro Gilmar Mendes em julgamento da ação que questiona a chance de recondução dos membros da mesa diretora da ALMT.

Até então, o entendimento do relator, Alexandre de Moraes, é que a recondução para a mesa diretora só é permitida uma vez, desde que para cargos distintos. Dessa forma, ainda liminarmente, no mês de fevereiro deste ano, ele suspendeu a eficácia da sessão que reelegeu o deputado Eduardo Botelho (DEM) como presidente e determinou uma nova eleição. Foi assim que Russi, então primeiro secretário da ALMT, se tornou presidente.

Ocorre que, na visão de Gilmar Mendes, o entendimento sobre a proibição da reeleição só poderia ser aplicado após a publicação de uma decisão do STF que serve de jurisprudência sobre o tema. Publicação esta que só ocorreu em abril, portanto muito depois da eleição realizada em junho de 2020, e que reelegeu Botelho presidente.

Mendes opinou por restabelecer a eficácia da eleição anterior - que foi suspensa por Moraes -, determinando a recondução de Botelho ao cargo.

O caso, porém, ainda segue em julgamento até o dia 24 de setembro e ainda faltam votar os ministros Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Rosa Weber, Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux e Nunes Marques.

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