28 de Outubro de 2022, 08h:50 - A | A

Poderes / CRISE INTERNA NO TSE

Para Onofre, demissão de servidor acusado de fraude foi "tiro no pé" de Alexandre de Moraes

Demissão aconteceu logo após equipe de Jair Bolsonaro denunciar que teve inserções de campanha eleitoral não inseridas e divulgadas no Brasil.

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTERMT



O analista político e professor Onofre Ribeiro afirmou ao Repórter MT, na tarde desta quarta-feira (26), que a decisão do ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, em exonerar o servidor que estaria supostamente envolvido em fraude nas inserções de propaganda eleitoral de Jair Bolsonaro (PL), dentro da Corte Eleitoral, foi um "tiro no pé".

A demissão do servidor veio logo após a equipe do candidato à reeleição encaminhar uma denúncia, onde aponta que 1.283 horas de conteúdo de campanha do presidente deixaram de ser inseridas no sistema do TSE, para que as emissoras de rádio e TV baixassem e vinculassem.

Com isso, Bolsonaro teria sido prejudicado ao ter menos inserções em rádios do que a campanha adversária, do petista Luiz Inácio Lula da Silva.

 

 Em análise, Onofre explicou que Moraes deveria ter aberto uma sindicância dentro do TSE para ser apurada a suposta irregularidade e não exonerado o servidor que, logo em seguida, procurou a Polícia Federal e afirmou que foi vítima de abuso de autoridade. Com isso, na opinião de Onofre, instalou-se uma crise interna.

 

 “Nesse caso do TSE, ele deu um tiro no pé. Ele pegou a crise e trouxe para dentro. Não era o caso de demitir o rapaz, era o caso de estabelecer uma comissão de inquérito, sindicância, e prometer investigar com todo rigor, essas comissões que se criam para não se resolver nada, mas não”, declarou.

 

 “Trinta minutos após o rapaz denunciar a chefe dele, por conta de denúncias do presidente Jair Bolsonaro via Ministério das Comunicações, o que o TSE fez? Demite o rapaz. Ele se sentiu vítima, foi na Polícia Federal denunciar e aí virou uma coisa pública”, acrescentou.

Onofre destacou que todo esforço do ministro em ter uma campanha dentro daquilo que ele chama de lisura, "foi para o espaço”.

“O Alexandre de Morais que apostava tudo na sua 'grande integridade' e uma eleição de exemplo para o mundo, mas pega um desgaste imenso na medida em que, ao invés que colocar a crise para fora, trouxe para dentro do TSE”, finalizou.

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