06 de Dezembro de 2022, 13h:00 - A | A

Poderes / VACINA DA COVID

Secretário reclama que população não tomou 3ª e 4ª doses e quer quer obrigar uso de máscara em Várzea Grande

Gonçalo de Barros diz que vai propor medida em reunião do Conselho de Saúde

APARECIDO CARMO
DO CONEXÃO PODER



O secretário de saúde de Várzea Grande, Gonçalo de Barros, confirmou ao RepórterMT que vai exigir, na próxima reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, a retomada do uso obrigatório de máscaras em ambientes fechados, transporte coletivo, unidades de saúde e escolas da cidade.

A próxima reunião do comitê, que estava prevista para essa semana, foi adiada para o início da semana que vem em razão de um ponto facultativo na cidade.

Para Gonçalo de Barros, o aumento no número de casos observado nos últimos 70 dias na Cidade Industrial tem a ver com uma subnotificação dos casos antes da entrada em circulação da nova subvariante ômicron da doença, que fez com que as pessoas corressem para se testar.

 

A maior preocupação da administração municipal é a baixa procura pelas doses de reforço da vacina. De acordo com o secretário, apenas 50% das pessoas aptas a se vacinar voltaram para tomar a terceira dose e somente 25% voltou para tomar a quarta dose, comprometendo a proteção coletiva oferecida pelos imunizantes.

  

“Isso tem a ver com a 'demonização' da vacina. Levaram isso [a discussão sobre a eficácia das vacinas] para a mesa de bar, para a política, para o quartel de polícia. Isso fez essa demonização e comprometeu a vacinação”, analisa.

 

 Além disso, a vacinação das crianças está aquém do necessário para oferecer proteção a essa parcela da população. Segundo o secretário, menos de 50% do público alvo foi imunizado, apesar de as doses estarem disponíveis.

Gonçalo de Barros explica que, geralmente, as decisões do Comitê de Enfrentamento à Pandemia são tomadas em consenso e espera que dessa vez não seja diferente. Ele reforça, contudo, que a palavra final é do prefeito da cidade, Kalil Baracat (MDB).

Barros ainda fez uma defesa da ciência, ao lembrar que foi a vacinação que ajudou o Brasil a ser livre da poliomielite, que causa paralisia infantil, doença que voltou a ameaçar as crianças do país. “Quem virou essa página da nossa história foi a ciência”, concluiu.

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