25 de Fevereiro de 2022, 09h:22 - A | A

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TCE dá 24 horas para Estado explicar supostas falhas em concurso

Notificação foi recebida pelo governo na tarde dessa quinta-feira (24)

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO



O conselheiro Guilherme Maluf, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), deu prazo de 24 horas para que o Governo de Mato Grosso preste esclarecimentos sobre supostas irregularidades no concurso público da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), realizado no último domingo (20).

A notificação foi recebida pelo governo na tarde de quinta-feira (24) e estendida ao Ministério Público Estadual, que já acompanha o caso. O TCE pede que o órgão compartilhe as informações já colhida sobre as possíveis falhas no certame. 

Ao todo, mais de 100 denúncias  já teriam sido levadas ao Ministério Público, segundo divulgou o órgão na tarde de ontem. O MPE também afirmou que três promotores já  foram designados para acompanhar e investigar o caso.

Ainda ontem, um acordo firmado entre o MPE e o governo estadual garantiu que não haverá homologação do concurso, ou seja, o resultado final, até que as investigações sobre as falhas tenham sido concluídas. 

Leia também - Estado faz acordo com Ministério Público e suspende homologação do concurso da Sesp

Segundo as denúncias, as irregularidades vão desde usuários usando celulares durante as provas a fiscais dormindo durante a aplicação do certame. Outras denúncias ainda dão conta de que a prova teria sido vazada uma semana antes, ao ser publicada em uma página interna da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), responsável pela elaboração e aplicação da prova. 

O caso acabou gerando grande comoção durante a semana, tendo levantado questionamento também na Assembleia Legislativa. O presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado João Batista (Pros), considerou gravíssimas as irregularidades e cobrou que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal também investiguem as possíveis falhas, uma vez que a aplicadora da prova é uma instituição federal. 

Por sua vez, o deputado Faissal Calil (PV) também se manifestou indignado com a gravidade do caso e  fez a representação externa no TCE. Ele pediu a suspensão do andamento do concurso.

O que diz a UFMT

Pressionada, a UFMT chegou a se manifestar na tarde de ontem, por meio de nota, quando alegou que as denúncias seriam “erros pontuais”.

“Houve, de fato, ocorrências pontuais, mas sem intercorrências durante a aplicação das provas que fugissem do habitual em concursos públicos de grande relevo. A organizadora do certame assegurou os princípios fundamentais de lisura para a realização do Concurso Público, em especial, o tratamento isonômico aos candidatos”, diz trecho da nota. 

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