21 de Outubro de 2021, 13h:17 - A | A

Poderes / CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS

Vereadora da oposição surpreende e critica afastamento de Emanuel

Edna Sampaio criticou o fato do prefeito da Capital ter sido afastado do cargo por contratar servidores temporários, sendo que outros prefeitos fizeram o mesmo e não foram punidos

DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO




A vereadora de Cuiabá, Edna Sampaio (PT), usou a tribuna na manhã desta quinta-feira (21), para criticar o afastamento do prefeito da Capital, Emanuel Pinehiro (MDB). O posicionamento da parlamentar surpreendeu, já que ela é da oposição.

A petista questionou a atuação do Ministério Público Estadual (MPE) que culminou no afastamento do gestor, por contratação de servidores temporários para a Secretaria de Saúde. Edna destacou que a prática sempre existiu e outros prefeitos não são punidos por isso.

"Eu sou uma mulher com mais de 30 anos de militância e não vou permitir que a oposição desta casa seja confundida com o golpismo que colocou o Brasil no lugar que ele está. Eu não quero defender o governo Emanuel Pinheiro, e não defendo, porém não convém com a subtração da democracia. Vocês querem indicar uma moralidade que não existe, por que a moralidade ela não pode ser seletiva", disparou Edna.

Vocês querem indicar uma moralidade que não existe, por que a moralidade ela não pode ser seletiva".

A vereadora ainda disse estar interessada em saber quem são os vereadores, apontados na denúncia do MPE, que teriam indicado os profissionais contratados pelo prefeito.

“Onde estão aqueles que têm pervertido a administração pública, fazendo indicações políticas onde deveria estar servidores de carreira. Eu não vou fazer aqui um discurso seletivo sobre corrupção”, criticou.

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"Eu não vou perder a oportunidade de dizer aqui que a improbidade administrativa patrocinada feita pelo prefeito de Cuiabá foi a mesma feita pelo governo Wilson Santos, que alguns vereadores aqui apoiaram e inclusive fizeram parte como seu secretariado. Nesta ação do judiciário sequer é citado o governo Mauro Mendes, que durante quatro anos governou utilizando do mesmo expediente que o governo Emanuel Pinheiro”, disse.

Na terça-feira (19) o prefeito da Capital, o chefe de gabinete dele e a primeira dama foram alvos da Operação Capistrum deflagrada pelo Ministério Público e o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) da Procuradoria-Geral de Justiça.

De acordo com as investigações, o chefe do Executivo Municipal teria ordenado a contratação de mais de 250 servidores para a Saúde de Cuiabá para benefícios políticos.

 

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Vanderlei Pereira de Almeida 21/10/2021

Isso é coisas da oposição, mais acredito que a justiça vai apurar os fatos, e punir os culpados.

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