ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O deputado estadual Júlio Campos (União) detalhou as definições da cúpula da Federação União Progressista (União e PP) para as eleições de 2026, após reunião realizada na residência do senador Jayme Campos, nessa semana.
O parlamentar confirmou que a chapa para a Câmara Federal já conta com 13 nomes para as nove vagas disponíveis, incluindo a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e o retorno de políticos com histórico de mandatos no Congresso Nacional.
Segundo Júlio, o cenário para Brasília é considerado mais confortável que o estadual, com uma lista que tem secretários de Estado e ex-parlamentares. Além de Virginia Mendes, o grupo conta com o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia, o secretário de Segurança Pública, Coronel Roveri, a deputada federal Gisela Simona, o ex-prefeito de Sinop e presidente estadual do PP, Nilson Leitão, e o ex-deputado federal Victório Galli.
Também compõem a lista o ex-deputado estadual Wagner Ramos e o médico Marcelo Sandrini, que concorreu como vice-prefeito de Cuaiabá na chapa encabeçada por Eduardo Botelho (União), em 2025.
“A nossa chapa de deputado federal já está consolidada com 13 pré-candidatos para nove vagas. Fabio Garcia, Gisela Simona, a primeira-dama Virgínia Mendes, o Nilson Leitão, o professor Victório Galli, suplente de deputado federal, mais o Marcelo Sandrini. Eu sei que a chapa de federal está completa”, declarou Júlio Campos.
A estratégia da federação ao lançar uma pré-chapa com excesso de nomes visa garantir o quociente eleitoral e evitar a migração de votos para o Partido Liberal (PL). Para garantir essa unidade, o União Brasil proibiu que vereadores eleitos pela sigla busquem outras legendas na janela partidária para disputar mandatos de deputado.
“Qualquer vereador da União Brasil, se desejar disputar vaga de deputado, tem a vaga certa no União Brasil. Agora, se quiser sair para disputar com outro partido, não será permitido. Vai ser punido com a perda do mandato. Decisão unânime da executiva”, disparou Júlio.
Racha na majoritária
A definição da chapa proporcional ocorre sob tensão na majoritária. Enquanto o presidente do PP, Nilson Leitão, articula uma "dobradinha" entre Mauro Mendes (União) e Margareth Buzetti (PP) ao Senado, com Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo, a ala dos Campos no União Brasil resiste.
Júlio Campos defendeu a candidatura do senador Jayme Campos (União) ao Palácio Paiaguás para garantir palanque próprio. “Nada impede do União Brasil apresentar o seu candidato natural, que foi colocada a proposta do senador Jayme Campos, disputar o Palácio Paiaguás. Não podem pôr goela abaixo uma candidatura só. O União Brasil precisa ter o seu palanque, porque, caso contrário, vai prejudicar a proporcional. Se nós não tivermos uma chapa de governador, senador, disputando, nós poderemos ter menos deputados. Hoje nós somos quatro. Estamos correndo o risco de virar dois.”.





