Sábado, 07 de Março de 2026

07 de Março de 2026, 16h:00 - A | A

Política / VEJA VÍDEO

Mauro ironiza “bênção” de Bolsonaro a Wellington: "Quem resolve é quem está com a caneta na mão"

Governador afirmou que mato-grossenses julgam gestão e não "padrinhos" políticos

GUSTAVO CASTRO
DO REPORTERMT



O governador Mauro Mendes (União) comentou as declarações do senador Wellington Fagundes (PL), que afirmou ter sido "cravado" por Jair Bolsonaro como candidato ao Governo de Mato Grosso. Durante evento de filiação do Podemos hoje (07), Mendes minimizou o peso de apoios políticos e mandou um recado direto ao senador.

Nunca vi apoio resolver os problemas. Quem resolve os problemas é quem está sentado com a caneta na mão”, declarou à imprensa.

A fala de Mendes ocorre após Wellington Fagundes visitar Bolsonaro na manhã deste sábado e garantir que o ex-presidente teria selado o destino do PL no Estado. Segundo o senador, Bolsonaro teria endossado uma chapa pura com ele ao Governo, Flávio Bolsonaro à Presidência e José Medeiros ao Senado.

Não tem o que questionar. É Flávio Bolsonaro nosso candidato a presidente, em Mato Grosso, Wellington Fagundes o pré-candidato a governador e José Medeiros pré-candidato a senador”, assegurou Wellington ao deixar a unidade prisional, à imprensa nacional.

Questionado sobre o suposto aval dado por Bolsonaro dentro da prisão, o governador colocou em xeque a veracidade da articulação anunciada pelo parlamentar.

Eu não ouvi isso do Bolsonaro, estou ouvindo isso do Wellington, mas eu já ouvi outras coisas do Bolsonaro também. Cabe a ele [Bolsonaro] ou a um porta-voz direto dele falar sobre isso”, alfinetou Mendes, sugerindo que a versão do senador pode não passar de retórica política.

Apesar de reconhecer a liderança do ex-presidente, Mauro sustentou que o eleitor mato-grossense prioriza uma gestão eficiente ao invés de "padrinhos" políticos, sejam eles Bolsonaro ou Lula. Para o governador, o projeto de sucessão focado em seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), deve ser julgado pela capacidade administrativa.

Temos que reconhecer a liderança que ele tem, mas os mato-grossenses vão julgar. Não é o apoio de Mauro Mendes, não é o apoio de Lula, não é o apoio de Bolsonaro. Quem vai estar administrando é quem vai estar sentado naquela cadeira”, concluiu.

 

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