Terça-feira, 21 de Abril de 2026

20 de Abril de 2026, 09h:48 - A | A

Política / MODAL DE TRANSPORTE

Pivetta garante que vai concluir obra do BRT nos próximos meses: "Vou solucionar definitivamente esse pepino" 

Governador admite que Mato Grosso não tem mais o direito de errar em relação à mobilidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande.

KARINE ARRUDA
ANA JÁCOMO
DO REPORTERMT



O governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), se mostrou irritado com o imbróglio do VLT e do BRT, que se arrasta desde os preparativos para a Copa de 2014. Durante entrevista nesta sexta-feira (17), Pivetta não escondeu a indignação com a herança deixada por gestões passadas e classificou a situação como um "puta de um pepino".  "Nesses meses que eu estou à frente, responsável pelo Governo, nós vamos concluir. Vai estar solucionado definitivamente esse pepino que deixaram para nós... um puta de um pepino, Deus me perdoe." (Veja o vídeo no final da matéria).

O foco da discussão é a escolha da matriz energética e do modelo de transporte para Cuiabá e Várzea Grande. Embora sofra pressão para adotar o sistema de VLP (Veículo Leve sobre Pneus) elétrico, Pivetta alertou para o custo de manutenção e a dependência tecnológica. "É muito mais caro. E não é só o custo inicial. A gente não conhece a fundo esse negócio, é só a empresa que fabrica que tem as peças. Se a gente entrar num contrato 'mais ou menos', vamos ter problema. Não queremos chegar lá na frente e o bonde parar", disparou.

A novela se arrasta há 14 anos, desde que o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) foi anunciado como a grande vitrine da Copa de 2014. Após bilhões de reais investidos em obras que nunca foram concluídas e uma série de denúncias de corrupção que paralisaram o projeto. A gestão de Mauro Mendes (União) decidiu, em 2020, substituir o modal pelo BRT (Ônibus de Trânsito Rápido), alegando menor custo e maior eficiência.

"Cuiabá merece do Governo do Estado tudo que tiver de melhor e nós vamos fazer o que tem de melhor. Só que a gente não conhece a fundo esse negócio [sistema elétrico], é só a empresa que fabrica que tem as peças. É uma coisa que, se a gente entrar num contrato mais ou menos, nós vamos ter problema com certeza, porque tem muitas perguntas sem respostas. Temos que ter o cuidado para a gente não chegar lá na frente e ter surpresas: o bonde parar e a gente ter que pagar caro para o bonde voltar a funcionar".

Pivetta reforçou que a decisão final será técnica e transparente, considerando opções como energia solar, biodiesel e etanol, matrizes que Mato Grosso já possui. Ele garantiu que a solução definitiva sairá ainda sob sua responsabilidade no comando do Executivo. "Nós não temos o direito de errar mais uma vez. Esse negócio começou em 2010, nós assumimos em 2019 do jeito que vocês sabem e nós vamos concluir. Vai estar solucionado definitivamente esse pepino que deixaram para nós", concluiu.

Veja o vídeo:

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