ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
Em entrevista ao Conexão Poder, o deputado federal Coronel Assis (PL) comentou sobre a reunião desta tarde com o presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta, em Brasilia, e manifestou cautela em relação à proposta de fim da jornada de trabalho na escala 6x1, que ganhou destaque com o pedido de urgência do presidente Lula. O parlamentar questionou a celeridade do tema e apontou o que considera uma motivação política por trás da medida.
Para o deputado, o país possui prioridades mais imediatas e o assunto não pode ser tratado de forma apressada.
“Eu acho assim, nós temos coisas mais urgentes no país, né? Mas é um tema que necessita de uma discussão ampla”, afirmou Coronel Assis.
Ele questionou o impacto financeiro que a mudança pode gerar para o empregador e, consequentemente, para o consumidor final. Segundo Assis, estudos indicam que o custo da mão de obra pode subir entre 8% e 9% para quem gera o emprego.
“Esse cara não tem de onde tirar, a não ser repassar isso através do preço que ele vende. Se ele faz caneca, ele vai aumentar em 10% o preço da caneca. Então você que compra caneca vai pagar 10% a mais para poder ter uma escala diferente”, explicou o deputado, alertando para um possível aumento generalizado nos preços de produtos e serviços.
Coronel Assis sugeriu que, se o objetivo do governo fosse efetivamente beneficiar o trabalhador, o foco deveria estar no aumento do seu poder de compra.
O parlamentar foi enfático ao classificar o momento da discussão como estratégico para fins políticos.
“Não faça uma ação dessa que tem um caráter eleitoreiro. Não tem como a gente fugir disso, nós estamos em ano eleitoral, meus amigos”, disparou.
Para ele, é fundamental ouvir tanto o trabalhador quanto os setores produtivos para evitar que o beneficiário da medida acabe sendo o mais penalizado economicamente.
“Tem que se discutir como muita coisa tem que se discutir no Brasil, mas de forma ampla, de forma irrestrita e ouvindo todo mundo. Eu não posso dar uma decisão açodada e penalizar a mesma pessoa que vai ter esse benefício de ter uma escala diferente”, concluiu.
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