Sábado, 18 de Abril de 2026

17 de Abril de 2026, 19h:06 - A | A

Programas / PROPOSTA ELEITOREIRA

Coronel Assis questiona urgência no debate sobre jornada de trabalho

Deputado federal afirmou que aumento nos custos de mão de obra será repassado ao preço final

ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER



Em entrevista ao Conexão Poder, o deputado federal Coronel Assis (PL) comentou sobre a reunião desta tarde com o presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta, em Brasilia, e manifestou cautela em relação à proposta de fim da jornada de trabalho na escala 6x1, que ganhou destaque com o pedido de urgência do presidente Lula. O parlamentar questionou a celeridade do tema e apontou o que considera uma motivação política por trás da medida.

Para o deputado, o país possui prioridades mais imediatas e o assunto não pode ser tratado de forma apressada.

“Eu acho assim, nós temos coisas mais urgentes no país, né? Mas é um tema que necessita de uma discussão ampla”, afirmou Coronel Assis.

Ele questionou o impacto financeiro que a mudança pode gerar para o empregador e, consequentemente, para o consumidor final. Segundo Assis, estudos indicam que o custo da mão de obra pode subir entre 8% e 9% para quem gera o emprego.

Esse cara não tem de onde tirar, a não ser repassar isso através do preço que ele vende. Se ele faz caneca, ele vai aumentar em 10% o preço da caneca. Então você que compra caneca vai pagar 10% a mais para poder ter uma escala diferente”, explicou o deputado, alertando para um possível aumento generalizado nos preços de produtos e serviços.

Coronel Assis sugeriu que, se o objetivo do governo fosse efetivamente beneficiar o trabalhador, o foco deveria estar no aumento do seu poder de compra.

O parlamentar foi enfático ao classificar o momento da discussão como estratégico para fins políticos.

Não faça uma ação dessa que tem um caráter eleitoreiro. Não tem como a gente fugir disso, nós estamos em ano eleitoral, meus amigos”, disparou.

Para ele, é fundamental ouvir tanto o trabalhador quanto os setores produtivos para evitar que o beneficiário da medida acabe sendo o mais penalizado economicamente.

Tem que se discutir como muita coisa tem que se discutir no Brasil, mas de forma ampla, de forma irrestrita e ouvindo todo mundo. Eu não posso dar uma decisão açodada e penalizar a mesma pessoa que vai ter esse benefício de ter uma escala diferente”, concluiu.

Veja vídeo:

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