ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
Em entrevista ao Conexão Poder, o deputado federal Coronel Assis (PL), criticou a possibilidade de descriminalização ou liberação de drogas no Brasil. O parlamentar rebateu opiniões favoráveis à medida, incluindo as do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, classificando a ideia como "totalmente equivocada". Apesar de declarar respeito à liberdade de manifestação do ministro, Assis foi enfático ao defender a proibição como uma ferramenta de proteção social.
"Existem estudos que dizem a respeito da questão da droga. Entrevistaram crianças de 16, 17 anos, e jovens de 18 anos e, quando perguntavam 'você já experimentou droga?', ele fala 'não'. Por quê? Porque é proibido", argumentou o deputado. Para ele, a ilegalidade funciona como uma barreira necessária para impedir o acesso de novas pessoas às substâncias entorpecentes.
Segundo ele, existem concessões que jamais devem ser feitas pelo Estado.
"Na negociação policial, quando o cara está tomando refém, você não pode entregar bebida, não pode entregar arma, não pode entregar droga, porque são itens inegociáveis. De maneira alguma entregar isso para potencializar a crise. Então, se você libera a droga no Brasil, você vai potencializar a crise", alertou o parlamentar.
O deputado também contestou o argumento econômico de que a legalização traria benefícios aos cofres públicos através da tributação. Segundo Assis, a existência de um mercado legal não extinguiria a atuação das facções criminosas no setor.
"O cara fala assim: 'Ah, mas se nós liberarmos, nós iremos recolher imposto'. Mentira. Se fosse assim, não teríamos, por exemplo, cigarro clandestino, que hoje impera nas periferias das nossas grandes cidades, patrocinados, comandados por crime organizado, pelas facções criminosas", rebateu.
O parlamentar destacou seu apoio a instituições que trabalham na recuperação de dependentes químicos, como a "Tenda de Abraão", e reafirmou seu compromisso legislativo de endurecer o combate ao tráfico.
"Enquanto tiver legislação para a gente poder apertar esses vagabundos na questão da droga, nós vamos apertar", concluiu.
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