Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026

10 de Fevereiro de 2026, 17h:04 - A | A

Programas / VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Crime de perturbação sexual cresce em Cuiabá, aponta promotora de Justiça

Promotora Marcelle Faria relatou impacto profundo na autoestima e na vida social das vítimas.

ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER



Em entrevista ao Conexão Poder, a promotora de Justiça de Mato Grosso e coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa das Vítimas, Testemunhas e Colaboradores - CAO, Marcelle Faria, apontou o crescimento do crime de perturbação sexual em Cuiabá. Promotora da 8ª Vara Criminal, Marcelle comentou que o crime se configura pelo incômodo sexual que não envolve cópula vaginal.

"A lei de perturbação sexual  surgiu a partir de um episódio em que um senhor ejaculou em uma mulher dentro de um ônibus. Ficou uma grande discussão: isso é ou não estupro, então como ele não tocou nela, como ele não empreendeu alguma força, alguma violência e ela não era vulnerável, isso gerou um fato que a sociedade valorou e resultou nessa lei de perturbação sexual", acrescentou. 

Marcelle comentou que ao atender essas vítimas, ela se depara com o impacto que o crime provoca na autoestima da mulher.

"Eu atendo essas vítimas, elas perdem toda a sua vontade de sair em público, de usar aquele meio de transporte novamente ou de frequentar aquele lugar. Ela se sente despida, violada, atentada em sua dignidade. Então de que forma o Estado dá um resposta a essas pessoas, inclusive indenizar financeiramente", ressaltou. 

Veja vídeo:

Veja entrevista na íntegra:

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