ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
Em entrevista ao Conexão Poder, a promotora de Justiça de Mato Grosso e coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa das Vítimas, Testemunhas e Colaboradores - CAO, Marcelle Faria, apontou o crescimento do crime de perturbação sexual em Cuiabá. Promotora da 8ª Vara Criminal, Marcelle comentou que o crime se configura pelo incômodo sexual que não envolve cópula vaginal.
"A lei de perturbação sexual surgiu a partir de um episódio em que um senhor ejaculou em uma mulher dentro de um ônibus. Ficou uma grande discussão: isso é ou não estupro, então como ele não tocou nela, como ele não empreendeu alguma força, alguma violência e ela não era vulnerável, isso gerou um fato que a sociedade valorou e resultou nessa lei de perturbação sexual", acrescentou.
Marcelle comentou que ao atender essas vítimas, ela se depara com o impacto que o crime provoca na autoestima da mulher.
"Eu atendo essas vítimas, elas perdem toda a sua vontade de sair em público, de usar aquele meio de transporte novamente ou de frequentar aquele lugar. Ela se sente despida, violada, atentada em sua dignidade. Então de que forma o Estado dá um resposta a essas pessoas, inclusive indenizar financeiramente", ressaltou.
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