Sábado, 18 de Abril de 2026

13 de Abril de 2026, 14h:48 - A | A

Programas / ASSASSINO SILENCIOSO

Delegada: É preciso identificar o desrespeito antes que ele se torne  irreversível

Titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, Judá Marcondes, explicou que a violência psicológica retira da mulher a percepção da realidade.

ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER



Em entrevista ao Conexão Poder, a delegada da titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, Judá Marcondes, destacou que o caminho para o feminicídio nem sempre é marcado por hematomas. Segundo dados, a maioria das vítimas de feminicídio no estado em 2023 não possuía histórico de violência física, mas vivia sob constante abuso psicológico.

De acordo com a delegada, o agressor utiliza a manipulação emocional como uma ferramenta para retirar a percepção de realidade da mulher. 

"O homem abusivo analisa o que a mulher tem de melhor e não é só um ponto, são vários. E o que ele faz? diminuindo, dizendo que aquilo ali não é verdade", explicou Judá Marcondes, acrescentando que a mulher vai perdendo a percepção de quem é e do que ela realmente gosta.

A delegada acrescenta que, muitas vezes, a vítima acaba se sentindo culpada pela própria agressão e a violência psicológica deixa a vítima vulnerável e sem autoconfiança para reagir ou buscar ajuda.

A delegada Judá Marcondes reforça que a principal arma contra esse tipo de crime é o fortalecimento emocional.

"Procure terapia, procure ter autoconhecimento, pra quando houver uma fala para desvalidar o que eu tenho de bom, ela vai perceber que ele está tentando diminuir, eu tenho certeza que sou boa nisso", reforçou. 

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