Ana Cristina
Em entrevista ao Conexão Poder, o presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e destacou que a eleição no Brasil seguirá polarizada. Ele destaca que houve uma mudança significativa na percepção social nos últimos anos.
"Há 15 anos, 20 anos, se você falar que era de direita, você era taxado de saudoso da ditadura militar, essa que é a verdade, nos últimos 10 anos isso mudou, se estabeleceu no Brasil um conceito de direita de liberalismo, de conservadorismo mais claro e mais correto, ainda há falhas, ainda há muita lacração", comentou.
Ao projetar os próximos pleitos, o presidente do Novo relembrou o papel das cortes superiores em 2022. Embora descarte a tese de fraude nas urnas, ele critica o que chama de interferência no equilíbrio da disputa.
"O Supremo e o TSE tiveram um papel bastante questionável na eleição de 2022, eu acho que eles pesaram muito a mão na campanha, especialmente contra o Bolsonaro".
Segundo Eduardo, decisões que derrubaram programas e peças publicitárias influenciaram o resultado, pois "tinham coisas que foram faladas na campanha que eram verdade e que não puderam ser propagados".
No contexto atual, ele afirma que, nos próximos meses, o escândalos financeiros devem aumentar.
"Ao longo das próximas semanas e dos próximos meses, muito provavelmente, nós vamos ver esse escândalo crescer ainda mais e com o envolvimento direto do Dias Toffoli e do Alexandre de Moraes (ministros do STF)".
Para Eduardo, o tema será central nas próximas eleições, especialmente na escolha de novos senadores.
"O Novo talvez seja o partido que institucionalmente mais se posiciona pelo impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes".
Veja vídeo





