ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
Em entrevista ao Conexão Poder, o delegado adjunto da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) de Cuiabá, Guilherme Campomar da Rocha, detalhou o modo de atuação dos criminosos na Operação Falso Contato, deflagrada no fim do ano passado para cumprimento de 32 mandados judiciais no Rio Grande do Sul e desarticulação de grupo criminoso especializado em crimes de extorsão praticados na internet.
"Eles entravam em contato com pessoas aqui do estado de Mato Grosso, que ofertavam serviços pela internet. Por exemplo, uma consulta, um atendimento que era realizado por chamada de vídeo, eles entravam em contato com esses profissionais, marcavam a chamada de vídeo, quando acontecia a chamada, eles estavam com a câmera desligada, faziam uma captura da tela e saíam", citou o delegado, acrescentando que, posteriormente, os criminosos editavam a fotografia e no lugar do criminoso, que estava com a tela desligada, colocavam imagem manipulada de uma criança.
Na sequência, um segundo bandido entrava em contato se passando por “policial civil” ou “pai da suposta criança ou adolescente”, sob a falsa alegação de que a vítima teria trocado imagens íntimas com uma menor, criando uma ameaça de prisão por pedofilia e exposição pública.
O delegado contou que os criminosos foram todos identificados e responsabilizados.
"O crime não tem fronteiras e a polícia, cada vez mais, também não tem mais barreira, se precisarmos ir até o Rio Grande do Sul para prender alguém, nós vamos; se precisarmos ir ao Amazona, nós vamos. Em qualquer lugar do Brasil que precisar, a gente vai. A internet não é terra sem lei", pontuou.
Veja vídeo:






