ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
Analisando o xadrez eleitoral para a Presidência da República, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) comentou a estratégia de pulverização de candidaturas no campo da direita. Em entrevista ao Conexão Poder, o parlamentar ponderou que a busca dos partidos por sobrevivência institucional acaba ditando o ritmo das convenções.
Mourão comentou sobre por que tantos partidos insistem em lançar candidatos próprios em vez de formar uma coalizão imediata. Ele explicou que o aumento das exigências da cláusula de barreira, que em 2026 exige um mínimo de 13 deputados eleitos em nove estados, força as legendas a terem "puxadores de voto" no topo da chapa.
"O partido com candidato a presidente, ele se viabiliza para puxar mais voto. Quanto mais deputado, é mais recurso do fundo partidário. Então tem esse lado prático da coisa", revelou o senador.
Para ele, a direita teria força para encerrar a disputa precocemente caso houvesse um consenso absoluto.
"O ideal seria que a direita toda tivesse unida em cima de um nome só. Talvez, se fosse só um contra o outro, a gente conseguisse ganhar no primeiro turno, o que seria muito bom para o país", afirmou.
Ele avalia que a divisão momentânea não compromete a chance de vitória contra o atual presidente Lula, já que a união tende a ser automática no segundo turno.
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Assista a entrevista na íntegra:





