ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
Em entrevista ao Conexão Poder, o senador e ex-vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), analisou sua experiência como vice-presidente da República durante o governo de Jair Bolsonaro. Para o parlamentar, a estrutura política brasileira coloca o ocupante do cargo em uma posição de indefinição, muitas vezes limitada ao papel de espectador das decisões centrais.
"O vice-presidente ele é um ator coadjuvante no nosso país porque, em outros países, o vice-presidente tem a responsabilidade de presidir o Congresso" , observou Mourão, citando os modelos da Argentina e dos Estados Unidos como exemplos de maior protagonismo funcional.
O senador defende que a legislação brasileira avance para preencher essa lacuna, mencionando que a própria Constituição abre essa possibilidade.
Mourão fez uma análise comparativa com o atual governo, apontando a forma como o presidente Lula integrou seu vice à administração direta.
"Normalmente acaba tendo algum tipo de conflito, isso acontece com vice-governador e governador por causa dessa ausência de uma responsabilidade específica. A não ser que o presidente realmente lhe dê uma tarefa, como o presidente Lula sabiamente fez com o vice Alckmin e deu-lhe um ministério", observou.
Sobre sua própria trajetória ao lado de Jair Bolsonaro, o senador admitiu o papel secundário.
"Eu fui o coadjuvante o tempo todo e o presidente me confiou a questão do Conselho Nacional da Amazônia Legal e mais vários questões ligadas à política externa", comentou.
O ex-vice-presidente afirmou que não guarda mágoas do período: "Não tem nada para esquecer não".
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Assista a entrevista na íntegra:




