ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
Pesquisa De Olho nas Urnas, realizada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), acompanhou – entre os pleitos de 2020 e 2024 – os principais fatores que impactam a eleição de mulheres: violência política de gênero, cotas de gênero por partidos, financiamento de campanha, tempo no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral e funcionamento da justiça eleitoral.
Os resultados apontaram que, entre 2020 e 2024, as eleições municipais registraram crescimento na presença feminina, mulheres passaram de 34,6% para 35,3% do total de candidaturas a vereadoras. A taxa de sucesso também aumentou de 5,5% para 7,2%. No entanto, os homens mantiveram vantagem, com taxas de sucesso de 15,2% (2020) e 17,6% (2024).
De acordo com a Agência Câmara, a pesquisa, feita em parceria com o Observatório Nacional da Mulher na Política e a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, evidenciou que os homens têm quase três vezes mais chances de serem eleitos do que as mulheres em condições equivalentes, apesar do aumento no número de candidatas.
A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso, Cenira Evangelista, em entrevista ao Conexão Poder, defendeu que a mulher precisa se encorajar a disputar cargos eletivos com chances reais de êxito.
"Nós enquanto mulheres não podemos aceitar, de jeito nenhum, em momento algum, ocupar cargos, enquanto candidatas só para preencher cotas partidárias. Temos que ser candidatas para sermos eleitas", pontuou.
Cenira reforçou que as mulheres precisam se aprofundar na política para ocupar espaços, hoje majoritariamente preenchido por homens.
"O espaço é nosso, só nós conhecemos o que queremos, o que precisamos, e o que é realmente nosso, um espaço que a gente tem. Como vamos deixar homens, não que eles não sejam capazes ou que não tenham essa competência, mas como vamos deixar homens decidirem pautas que são nossas?", indagou.
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