Ana Cristina
DO CONEXÃO PODER
O presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, criticou a atual composição de grande parte do Senado Federal e a relação de proximidade entre o Legislativo e o Judiciário. Em entrevista ao Conexão Poder, o dirigente partidário afirmou que o governo federal, ao não conseguir uma maioria sólida na Câmara dos Deputados, concentrou seus esforços em "cooptar" o Senado, criando uma rede de proteção que blindaria tanto o Executivo quanto o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Ribeiro, essa articulação compromete a independência necessária para que senadores julguem processos de impeachment de ministros da Suprema Corte.
"Infelizmente, nosso Senado Federal hoje está totalmente cooptado, totalmente não porque existem senadores ali muito valorosos. Mas em grande parte, cooptado pelo Governo Federal e pelo próprio Supremo Tribunal Federal. Tem senador cuja esposa trabalha em gabinete de ministro do Supremo. Que independência esse senador vai ter?", questionou o dirigente, apontando o uso de emendas e estruturas de poder, sob a influência do senador Davi Alcolumbre, como ferramentas dessa aproximação.
Para Eduardo, a eleição de 2026 será o divisor de águas para o equilíbrio entre os poderes. Com a renovação de 2/3 das cadeiras do Senado, o partido planeja lançar candidaturas que tenham como compromisso central a fiscalização do Judiciário.
Ribeiro citou pesquisas que indicam que cerca de 60% da população brasileira considera o posicionamento de um candidato sobre o impeachment de ministros do STF como um fator decisivo para o voto.
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