ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
Em entrevista ao Conexão Poder, a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM-MT), Cenira Evangelista, defendeu que o combate ao feminicídio e às agressões estão, fundamentalmente, entrelaçadas a duas frentes: legislação sistêmica e orçamento garantido.
Cenira destacou que a ausência de recursos financeiros específicos trava o avanço das políticas públicas. Segundo ela, ações isoladas ou campanhas temporárias, embora importantes, perdem força sem um planejamento orçamentário que sustente equipes, infraestrutura e continuidade.
Embora a Lei Maria da Penha inclua a abordagem do tema em ambiente escolar, a presidente do Conselho acredita que a aplicação atual é insuficiente e fragmentada. A proposta defendida é a criação de uma lei estadual que sistematize a inserção do tema no currículo escolar, transformando o trabalho preventivo em algo contínuo e obrigatório.
“Eu acho que falta uma legislação que venha mesmo ao encontro para sistematizar isso, por mais que a Lei Maria de Penha prevê que se trabalhe isso nas escolas, que tenha uma semana, um dia, que fale de violência, eu ainda acho pouco. Eu acho que nesse sentido, nós precisamos intensificar esse trabalho preventivo”, afirmou.
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