Segunda-feira, 09 de Março de 2026

08 de Março de 2026, 15h:00 - A | A

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"Quando a mulher chega no poder, querem silenciá-la ainda mais", apontou presidente de Conselho

Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Cenira Evangelista, comentou que além da violência de gênero, existe o silenciamento diário das mulheres em diversos espaços.

ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER



A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso, Cenira Evangelista, em entrevista ao Conexão Poder, questionou a tentativa recorrente de silenciamento das mulheres, especialmente daquelas que conquistam espaços de decisão e de poder.  A presidente citou o caso da violência sofrida pela prefeita de Pedra Petra, Iraci Ferreira de Souza (PSDB).

"Eu cheguei a conversar com a prefeita bem próximo, nesse caso, o sentimento de dor, de impotência diante disso porque não fere só a pessoa, a mulher, mas fere toda a história, toda uma jornada que ela construiu. Quando a gente fala da prefeita de Pedra Preta, é uma mulher da agricultura familiar, uma mulher que labutava ali no dia a dia, ela foi aos poucos, com a luta dela alcançando os espaços e quando ela chega num espaço de poder, ela é humilhada, nao tem direito a voz, não tem direito à fala?", indagou.

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Cenira apontou também sua preocupação quanto ao silenciamento da mulher nos espaços profissionais, no cotidiano.

"Às vezes, numa roda de amigos, nuam reunião de trabalho, nós somos silenciadas, existe o silenciamento de gênero, no dia a dia, no cotidiano, é deixada de lado, é ignorada, é atravessada. Além da violência de gênero, nós temos o silenciamento"

Veja vídeo:

 
Veja entrevista na íntegra:

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