25 de Julho de 2021, 21h:00 - A | A

Programas / CHEFE DO GAECO

Turin: Leis frouxas geram sentimento de que o crime compensa

O promotor Roberto Turin comenta que o país vive um momento de retração após a Operação Lava Jato

MÁRCIA MATOS
DA REDAÇÃO




Em entrevista ao Conexão Poder, o promotor de Justiça, Roberto Turin, que é coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado  (Gaeco/MT), comenta que o Brasil vive um momento de ‘retração’ após a Operação Lava Jato que tem ‘amarrado’ o combate à corrupção e a punição, por meio da mudança de leis, o que gera sensação de impunidade.  

“A gente teve o momento de avanço e agora tem o movimento contrário e o problema é onde a coisa vai parar”, observa sobre as mudanças feitas desde a Lava Jato. 

Leia também:
Gaeco "limpa pauta" e novas operações podem mirar contratos da pandemia

Na entrevista Turin cita diversas mudanças como a lei da impunidade, a reforma da lei de improbidade, que ocorre atualmente e a mudança para que o cumprimento da pena ocorra somente após o trânsito em julgado da condenação, o que o promotor considera como o grande golpe, já que a pessoa condenada em primeira instância pode passar décadas sem cumprir pena.  

“O sentimento que gera é de impunidade, de que o crime compensa, pois pessoas são condenadas a 100 anos de prisão,  mas não vão cumprir a pena”, critica.

ASSISTA A ENTREVISTA:

 

Comente esta notícia



GRUPO ANDRÉ MICHELLS

Rua das Orquídeas, 247 Bosque da Saúde Cuiabá - MT 78050-010

(65)33583076

RepórterMT
G5 NEWS
CONEXÃO PODER