18 de Outubro de 2020, 14h:43 - A | A

Repórter MT / ESTRATÉGIA DE CAMPANHA

Analistas avaliam que Emanuel sai ganhando ao faltar a debate na TV

SÍLVIA DEVAUX
DA REDAÇÃO




A ausência do prefeito de Cuiabá e candidato à reeleição, Emanuel Pinheiro (MDB), no primeiro debate entre os candidatos, promovido pela TV Vila Real na última quinta-feira (15), foi positiva para a campanha eleitoral do emedebista. A avaliação é dos analistas políticos Onofre Ribeiro e Vinícius de Carvalho. 

Segundo Carvalho, o debate ficou marcado por “agressões” entre os candidatos Abílio Brunini (Podemos), Gisela Simona (PROS) e Julier Sebastião (PT), além do embate ideológico. Se Emanuel estivesse presente, seria o alvo preferencial dos demais candidatos, portanto, foi a decisão correta do candidato, embora ruim para a democracia. 

"Os outros estavam brigando entre si. Se ele estivesse lá, seriam todos mirando nele, ele seria o alvo. Os outros sete candidatos fazem oposição a ele, então, ele seria muito visado e iria criar muitas situações para ele, para [os adversários] gerar vídeos depois e circular nas redes sociais", explicou. 

Segundo Onofre Ribeiro, os debatedores demonstraram falta de preparo e não apresentaram o que a população queria, em um momento delicado delicado no mundo. Ele ressalta que muitas pessoas perderam emprego, segurança e também a vida de alguns familiares para a covid-19, portanto, as pessoas “querem esperança”

Já a falta de Emanuel no debate, para Onofre, não teve “relevância”, pois ele correria mais risco participando. "Ele sairia do debate muito chamuscado, ele preferiu arriscar não ir e ter, eventualmente, um arranhão nos votos do que ter apanhar muito e falar alguma coisa que não devesse", disse. 

Único a divergir, Haroldo Arruda, criticou a ausência do prefeito de Cuiabá. Emanuel, segundo Arruda, deveria ter comparecido para mostrar como aplicou os impostos cobrados dos cidadãos e também apresentar propostas. 

"A desculpa que ele deu para poder não estar ali, realmente, foi lamentável, não cola”, criticou. 

Para Haroldo, o debate eleitoral é o momento mais democrático da eleição, pois,  na propaganda eleitoral o tempo dos candidatos varia de um para outro. Emanuel Pinheiro, por exemplo, tem 3,39 minutos e o candidato com menor tempo, Paulo Henrique Grando (Novo), 17 segundos. 

"É completamente desleal isso, é desigual. Eu sempre defendi que todos deveriam ter o mesmo espaço, independente da coligação".

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