06 de Janeiro de 2020, 08h:12 - A | A

Repórter MT / DISPUTA AO SENADO

Buzetti: Tenho grupo que me apoia fortemente, mas não é o suficiente

RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO




O Partido Progressista tem trabalhado para lançar o presidente da sigla em Mato Grosso, deputado federal Neri Geller, como candidato a eleição suplementar ao Senado.

Segundo a secretária-geral do partido, a empresária Margareth Buzetti, os progressistas têm discutido a possibilidade, após o parlamentar se colocar à disposição para enfrentar as urnas.

“Ele [Neri] se colocou como candidato e a gente está discutindo e conversando sobre isso”, disse.

Cotada para disputar a mesma vaga, Buzetti disse que tem apoio muito forte de empresários para encarar o pleito, no entanto, afirma que apenas isso não seria suficiente para consolidar uma candidatura.

“Acabou aparecendo o meu nome agora, mas dentro do PP, para Senado, primeiro nosso candidato seria Blairo Maggi, ele não indo temos o presidente do nosso partido que é o Neri Geller e aparece o meu. Quer dizer, isso tudo é uma construção que tem ser feita dentro do partido”, comentou.

“Tenho um grupo de amigos que me apoia fortemente para que seja candidata ao Senado, mas isso não é o suficiente. Essa construção tem que ser feita dentro da sigla e tem que ter muito apoio para ir para o embate”, complementou.

Na última eleição geral, Margareth desistiu de ser candidata ao Senado na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL), que disputou o comando do Palácio Paiaguás.

Na época, a empresária disse que sua desistência ocorreu por não concordar com a participação de seu partido na mesma base em que estavam partidos de esquerda, como o PT e o PC do B. 

Cassação

Em abril, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), por unanimidade, cassou o mandato de Selma e de seus suplentes, Gilberto Eglair Possamai e Clerie Fabiana Mendes, por suposta prática de abuso de poder econômico e caixa 2.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Eleitoral, os integrantes da chapa encabeçada pela senadora “abusaram do poder econômico, assim como praticaram caixa 2 de campanha, ao contraírem despesas de natureza tipicamente eleitoral no valor de R$ 1.246.256,36, quitadas com recursos de origem clandestina, que não transitaram regularmente pela conta bancária oficial”.

Após a decisão, a senadora ingressou um recurso ordinário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a cassação de seu mandato, mas o pedido foi rejeitado pelos ministros.

Ela pode recorrer da decisão no TSE ou no Supremo Tribunal Federal (STF), mas fora do cargo.

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