18 de Março de 2020, 15h:26 - A | A

Repórter MT / DECLARACÕES SOBRE PANDEMIA

Governo emite nota de repúdio e chama Medeiros de irresponsável

RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO



Governo do Estado reagiu às declarações feitas pelo pré-candidato à eleição suplementar ao Senado, José Medeiros (PODE), contra o governador Mauro Mendes (DEM) após saber da suspensão da eleição suplementar que estava agendada para o próximo dia 26 de abril.

Em nota, o Executivo classificou os comentários feitos pelo deputado, em vídeos que circularam pelas redes sociais, como irresponsáveis e que “demostra total desconhecimento sobre as medidas necessárias para combater o coronavírus”.

“Foge à racionalidade as críticas do deputado, que é candidato ao cargo de senador e que age exclusivamente por interesse próprio, em desrespeito aos seus eleitores. O pedido de suspensão da eleição suplementar, feito no dia quatro de março, e confirmado na data de ontem (17.03), pelo Tribunal Superior Eleitoral, demonstrou que a atitude do Governo de agir pela prevenção estava correta. Os números já demonstravam que o avanço da doença pelo Brasil iria acontecer, caso não se adotassem medidas enérgicas”, diz trecho da publicação.

Além disso, o governo diz que o parlamentar comentou na gravação compartilhada nas redes sociais que o governo deveria manter equipes no aeroporto para “testar temperaturas” de pessoas que “descem em Cuiabá”. Segundo o Executivo estadual, a competência para realizar a prática é do governo federal e não estadual.

“Outro ato irresponsável de Medeiros é afirmar que por Mato Grosso ter temperaturas acima de 40 graus a epidemia aqui seria mais amena. Não existe nenhuma constatação científica de que a temperatura tem impacto sobre o vírus. Propagar isso é colocar a vida dos mato-grossenses em risco”, dispara.

Por fim, o governo lamentou a postura de Medeiros que, “sem nenhum tipo de embasamento técnico, teórico ou mesmo prático, tece críticas aleatórias e  de viés político sem respeitar o momento delicado em que o mundo, o país e o nosso Estado vivem”.

Declarações no Twitter

Em tweets Medeiros disse que o governador tenta “antes do vírus atravessar atlântico” beneficiar seus aliados que pretendem disputar o pleito, como o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) que pode assumir a vaga interinamente após afastamento de Selma Arruda (PODE).

Ele ainda acusou o governador de usar o cargo para interferir no processo eleitoral e da Procuradoria Geral do Estado para fazer petição que beneficie seus aliados.

No início do mês, Mauro pediu à Justiça Eleitoral o adiamento devido ao alto custo do pleito e para evitar a transmissão do novo coronavírus, no entanto, o pedido foi negado, mas a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, reconsiderou e decidiu suspender.

Veja os Tweets:

Quando falta argumentos sobejam os xingamentos, a verdade é que o governador de Mato Grosso, usou do cargo para interferir no processo eleitoral. Vem usando procuradoria do estado para fazer petições em favor de seu aliado, muito antes do vírus chegar a China.

JOSÉ MEDEIROS (@JoseMedeirosMT) March 18, 2020

Acabo de saber que a eleição para senado em Mato Grosso, foi suspensa. Fechar aeroporto, proibição de voos e transportes vindos de locais com alto índice de contaminação o governador não teve. Adiar a eleição p beneficiar aliados, tenta desde antes do vírus atravessar atlântico.

JOSÉ MEDEIROS (@JoseMedeirosMT) March 17, 2020

 

Veja na íntegra a nota do governo:

O Governo do Estado de Mato Grosso repudia as declarações irresponsáveis do deputado federal José Medeiros, que demonstra total desconhecimento sobre as medidas necessárias para combater o Coronavírus, adotadas em todo o mundo, o funcionamento da máquina pública e as competências de cada ente federado.

Foge a racionalidade as críticas do deputado, que é candidato ao cargo de senador e que age exclusivamente por interesse próprio, em desrespeito aos seus eleitores. O pedido de suspensão da eleição suplementar, feito no dia quatro de março, e confirmado na data de ontem (17.03), pelo Tribunal Superior Eleitoral, demonstrou que a atitude do Governo de agir pela prevenção estava correta. Os números já demonstravam que o avanço da doença pelo Brasil iria acontecer, caso não se adotassem medidas enérgicas.

Até o momento, a única forma comprovada e recomendada pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde para evitar a disseminação da doença é conter a aglomeração de pessoas e o convívio social. E, por isso, não é recomendada a realização de uma eleição em pleno período de pandemia do Coronavírus.

José Medeiros, em vídeo divulgado nas redes sociais e com total desconhecimento da realidade do país, afirmou que o governador pediu o adiamento das eleições “antes do vírus atravessar o atlântico”, no dia 4 de março. Mais um desserviço prestado pelo parlamentar, com uma informação equivocada.

O primeiro caso confirmado da doença no país foi no dia 26 de fevereiro, na Cidade de São Paulo. Além disso, na mesma data já existiam outros 20 casos suspeitos em análise. No dia do pedido, o Estado de Mato Grosso tinha 6 casos suspeitos sendo acompanhados pela Secretaria de Estado de Saúde. E, atualmente, temos dois casos aguardando a confirmação para positivo e outros 15 casos em acompanhamento.

Sobre a afirmação do deputado de que o governo deveria manter equipes no aeroporto para “testar temperaturas” de pessoas que “descem  em Cuiabá”, outra demonstração de falta de informação. A competência para realizar essa prática é da Anvisa, órgão federal, ou seja, a crítica do parlamentar deveria ser dirigida para o Governo Federal e não para o Estado. O mesmo no que diz respeito à realização de barreiras nas fronteiras.

Outro ato irresponsável de Medeiros é afirmar que por Mato Grosso ter temperaturas acima de 40 graus a epidemia aqui seria mais amena. Não existe nenhuma constatação científica de que a temperatura tem impacto sobre o vírus. Propagar isso é colocar a vida dos mato-grossenses em risco.

Medeiros também ultrapassa o limite da razoabilidade ao dizer que o governo utiliza a máquina pública com o objetivo de adiar a eleição. Novamente é preciso repor a verdade. O Estado está vulnerável e medidas foram adotadas para conter a transmissão do vírus, com o único objetivo de resguardar a vida dos mato-grossenses.

O Governo lamenta a postura do deputado que, sem nenhum tipo de embasamento técnico, teórico ou mesmo prático, tece críticas aleatórias e  de viés político sem respeitar o momento delicado em que o mundo, o país e o nosso Estado vivem.

O Ministério da Saúde prevê que serão 20 semanas difíceis,  e a única forma de controlar a pandemia, como a exemplo de outros países, é com atitudes de prevenção para cuidar, principalmente, dos idosos e grupos de risco. O momento é de proteção e não de espalhar informações equivocadas,  populistas e fake news, que não contribuem em nada no combate ao vírus.

Mato Grosso fará todos os esforços necessários para evitar a proliferação do coronavírus e vai combater todo tipo de manifestação que possa prejudicar a população. Vidas dependem disso.

No início do mês, Mauro pediu a Justiça Eleitoral o adiamento devido ao alto custo do pleito e para evitar a transmissão do novo coronavírus, no entanto, o pedido foi negado, mas a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, reconsiderou e decidiu suspender.

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