07 de Fevereiro de 2020, 08h:38 - A | A

Repórter MT / CITADO EM DELAÇÃO

Líder do governo diz que Riva tem que provar que ele pegou propina

Dilmar Dal’Bosco aparece em um documento de ‘proposta de colaboração’ de Riva como tendo recebido 3,2 milhões em propina.

RAUL BRADOCK
DA REDAÇÃO



Líder do Governo na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco disse que o ex-presidente do Legislativo, José Riva, é quem tem que provar as denúncias que constam no acordo de colaboração premiada, que ele fechou com o Ministério Público e aguarda homologação do Judiciário.

“Primeiro que eu não acredito nisso, não tem nada de verdade. Quem tem que provar é ele que está fazendo a delação e não eu”, disse o deputado à imprensa na última segunda-feira (3).

Na última semana, o Jornal A Gazeta publicou que a delação firmada entre Riva e O Ministério Público aguarda apenas homologação do Judiciário. A proposta seria a devolução de 50 milhões de reais, além de detalhar esquemas envolvendo a AL ao longo de 20 anos.

Dilmar é um dos nomes que aparece na lista de um documento intitulado ‘proposta de colaboração premiada’. Ele teria recebido R$ 3,2 milhões em esquemas – conforme o documento que seria de José Riva.

Leia mais: suposta delação aponta que 38 deputados receberam propina em 20 anos; veja nomes.

Riva fecha delação com MPE e ‘entrega’ 38 políticos; ex-deputado vai devolver R$ 50 milhões

“Vamos aguardar para ver do que se trata. Isso já tem 4 ou 5 vezes que é falado. Vamos aguardar os fatos e estou com a consciência tranquila”, concluiu o deputado.

Décadas de corrupção

No mês de outubro de 2019, um documento de 105 páginas detalhando os esquemas em parte, que foi direcionado ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), vazou na imprensa com o título ‘Proposta de Colaboração Premiada’.

O ex-deputado, à época, chegou a negar a validade do documento afirmando que não tinha assinado.

A proposta de colaboração premiada traz resumidamente, em 105 páginas, crimes de corrupção cometidos por 38 deputados ao longo dos anos de 1995 a 2015.

Um dos pontos que mais chama atenção no documento é o fato de um dos esquemas de corrupção ter iniciado ainda no Governo Dante de Oliveira, passando pelas gestões dos ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa, onde deputados e ex-parlamentares teriam recebido o montante de R$ 175,7 milhões.

 O dinheiro, pago mensalmente, seria uma ‘garantia da governabilidade’ do Estado junto à Assembleia Legislativa.

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