27 de Agosto de 2019, 15h:05 - A | A

Repórter MT / CPI DO PALETÓ

Vereador quer depoimentos de Emanuel e Silval

Marcelo Bussiki explica que com a retomada da comissão Silval e seus ex-secretários devem ser novamente convocados a depor; Emanuel pode se defender como convidado.

KAROLLEN NADESKA
DA REDAÇÃO



Mantido pela Justiça como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que ficou conhecida como “CPI do Paletó”, o vereador Marcelo Bussiki (PSB) adiantou, nesta terça-feira (27), que o próximo passo da comissão será convidar o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) para depor, já que ele não pode ser formalmente convocado.

O vereador também pretende ouvir na fase de oitivas, o irmão do prefeito, Marco Polo de Almeida Pinheiro, mais conhecido como “Popó”.

“O prefeito afirmou que o dinheiro era pagamento ao seu irmão devido à contratação de pesquisa, já que o Popó tem um instituto de pesquisa. Então, temos que ouvir ele [Popó] também para saber a verdade e convidar novamente o prefeito, já que a CPI não pode convocá-lo”, afirmou.

Bussiki declarou ainda que para o trâmite legal para a retomada da CPI é necessário aguardar que o presidente Misael Galvão (PSB) seja notificado oficialmente pela Justiça. No documento consta decisão do juiz Wladys Roberto Freire do Amaral, da Quarta Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, determinando a exclusão dos vereadores Adevair Cabral (PSDB), então relator, e Mário Nadaf (PV), membro da comissão.

O presidente da Câmara Misael Galvão afirmou que ainda não foi notificado da decisão, pois o sistema do Poder Judiciário de Mato Grosso apresentou instabilidade na segunda-feira (26) e todo o trabalho foi suspenso.

“Os trabalhos podem ser reaproveitados. Podem ser convalidados os atos e a gente vai estar junto com a Corregedoria, mas a decisão judicial foi para reiniciar os trabalhos reabrir o prazo, que é de 120 dias”, informa Bussiki.

O presidente da CPI não descartou convocar novamente o ex-governador Silval Barbosa, o ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia de Mato Grosso, Alan Zanata e o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (sem partido), Silvio César Corrêa.

 

“Eu acredito que a gente tem que novamente ouvir as pessoas. Ficaram muitas contradições, algumas acareações precisaram ser feitas e hoje com os novos membros vamos ter mais tempo e, mais possibilidades de fazer perguntas”, explicou.

Emanuel Pinheiro é acusado de participar de um esquema de propina na Assembleia Legislativa, enquanto era deputado estadual. Ele e outros parlamentares foram filmados pelo então chefe de gabinete, Silvio Corrêa, recebendo maços de dinheiro que, supostamente, seria propina.

A CPI foi instaurada na Câmara Municipal, após o vídeo ser divulgado no Jornal Nacional.

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