29 de Setembro de 2021, 10h:30 - A | A

Poderes / FECHAMENTO DE ESCOLAS

Mauro diz que função do Estado não é gerar emprego e mudança acaba com “mamata”

Governador criticou deputado que tem cobrado o Estado contra o fechamento das unidades e afirmou que se trata de "fake news"

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO




O governador Mauro Mendes (DEM) se mostrou irritado com as notícias de fechamento de escolas em Mato Grosso. Ele avaliou que as “fake news” - como classificou - são espalhadas por acabarem com “a mamatinha” de alguns servidores públicos e defendeu que o Estado não tem a obrigação de gerar empregos.

"É lamentável que uma parte dos políticos queira sobreviver contando mentiras para a população", comentou Mauro, em entrevista à rádio CBN Cuiabá nesta quarta-feira (29). O governador se referia ao deputado Lúdio Cabral (PT), principal parlamentar a cobrar o governo contra o fechamento das escolas, e que também foi acusado pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto, de espalhar fake news.

Mauro observou que o PT ficou durante anos comandando a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), e que isso apenas fez com que Mato Grosso tivesse um dos piores desempenhos nos indicadores que apontam a qualidade da educação no Brasil.

O governador ainda ponderou que o redimensionamento das escolas (como a Seduc tem chamado) diminui as contratações, o que acaba contrariando alguns interesses.

"O sindicato faz o jogo de quanto mais professor, melhor. Nós estamos fazendo o jogo da eficiência. Você, cidadão, sabe que tudo que acontece por aqui, quem paga a conta é você. Quando a gente economiza, a gente tem dinheiro para fazer investimentos. Agora, tira a mamatinha de alguns, tira, realmente, aqueles que não eram necessários”, disse Mauro.

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“Eu lamento, gente, mas a função do estado não é gerar emprego, a função é prestar um bom serviço para o cidadão, custando o mínimo possível”, completou.

Mauro ainda explicou que o Estado fala em “redimensionamento” das escolas porque há unidades que funcionam com baixo número de alunos e demandam alto custo para o estado. Ele citou que, em Cuiabá, por exemplo, havia uma escola com 90 alunos, enquanto sua capacidade era para 600 alunos. Entretanto, a 400 metros havia outra escola com capacidade para 400 alunos onde apenas 200 estavam matriculados.

“Pegamos duas escolas e juntamos em uma. Ora, para que que vamos ter uma escola de 600 alunos funcionando com 90? Com diretor, com vigia, merendeira, uma grande estrutura para 90 alunos”, comentou Mauro, ressaltando que, a cada ano, mais turmas eram criadas e novos professores precisavam ser contratados.

Debate se arrasta há um ano e meio

Desde 2020 o Estado tem anunciado o redimensionamento das escolas, passando, inclusive, a responsabilidade de gestão dos primeiros anos do ensino fundamental para os municípios. Com isso, algumas das unidades desocupadas devem ser repassadas às Prefeituras, como ocorreu com algumas escolas de Várzea Grande.

Apesar das explicações, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) e a comunidade escolar alegam que não foram consultados em relação às mudanças propostas pelo estado. Em Várzea Grande, um diretor chegou a fazer greve de fome e grupos de trabalhadores encurralaram o secretário de Educação, tendo sido necessário o acionamento da Polícia Militar para conter os manifestantes.

Convocado, Alan Porto chegou a faltar a uma primeira audiência sobre o tema, marcada na Assembleia Legislativa, mas compareceu nesta semana, insistindo em apontar como “fake news” o fechamento das escolas. Na oportunidade, o gestor ainda criticou a postura do deputado Lúdio Cabral por endossar o assunto.

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Adriana Ferreira Camilo Sol 29/09/2021

Então quer dizer com essa fala: Agora, tira a mamatinha de alguns, tira, realmente, aqueles que não eram necessários”, disse Mauro. Que os pedagogos não são necessários por isso vai fechar escolas e doa-los para os municípios?

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