08 de Outubro de 2021, 18h:40 - A | A

Poderes / CASSADO POR CAIXA 2

Suplente de Selma recorre de decisão que o manteve inelegível

Possamai argumentou que não tinha conhecimento de que os valores que emprestou para Selma antes da campanha foram usados de forma ilícita

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO




O empresário Gilberto Possamai entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão da ministra Cármen Lúcia, que o manteve inelegível e fora da vaga deixada com a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), de quem disputou como suplente em 2018.

No STF, Possamai tentava reformar a decisão que cassou a chapa ou, alternativamente, uma decisão para que não fosse declarado inelegível por 8 anos.

As alegações do empresário já tinham sido levadas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e rejeitadas em 2020. Ele alegou que o órgão não demonstrou qual foi a sua relação com as práticas de caixa dois e abuso de poder econômico que resultaram na cassação da chapa eleitoral, em dezembro de 2019.

Ainda, Possamai argumentou que não tinha conhecimento que os valores que emprestou para Selma antes da campanha foram usados de forma ilícita.

Entretanto, o empresário foi responsável por um empréstimo de R$ 1,5 milhão para a campanha da senadora Selma. Segundo a Justiça eleitoral, a candidata omitiu R$ 1,2 milhão de gastos da campanha em sua prestação de contas, representando mais de 70% dos gastos.

Possamai manifestou que, ainda assim, as irregularidades teriam efeito apenas em relação à prestação de contas, e não seria proporcional a cassação do mandato. Então, ele tentou reverter sua condenação e assumir a vaga que, hoje, é do senador Carlos Fávaro (PSD).

Quando o recurso foi negado no TSE, o Tribunal observou que Possamai contribuiu diretamente para o abuso de poder econômico, visto que foi ele quem fez o empréstimo.

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