ANA CRISTINA VIEIRA
DO CONEXÃO PODER
A promotora de Justiça de Mato Grosso e coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa das Vítimas, Testemunhas e Colaboradores - CAO, Marcelle Faria, comentou que o sentimento de insegurança da sociedade diante daqueles que praticam assaltos é compreensível, visto que o criminoso que praticou roubo, não reincidente, dependendo da pena, não fica em regime fechado, logo voltando a perambular pelas ruas.
"Acontece que no semiaberto, diz a Lei de Execução Penal, que o semiaberto deverá ser cumprido em colônia agrícola ou industrial e não existe, só tem um estabelecimento desse no estado de Mato Grosso e o roubo acontece todos os dias", destacou.
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Na entrevista ao Conexão Poder, ela defendeu que é preciso discutir o tema e parar de fingir que o criminoso está cumprindo pena.
"Hoje em dia, a pessoa que coloca uma arma na sua cabeça e subtrai seu celular, se ela for condenada, ela no máximo vai colocar uma tornozeleira e vai voltar. E o que é mais grave, eu Marcelle, promotora do caso não tenho como verificar onde está o tornozelado", apontou ela, acrescentando que apenas o juiz da execução sabe o paradeiro do criminoso, por uma resolução do Conselho Nacional de Justiça - CNJ.
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